O governo das Maldivas iniciou uma ampla operação de busca e resgate após a morte de cinco mergulhadores italianos durante uma exploração em cavernas submarinas profundas no Atol de Vaavu. O acidente ocorreu na quinta-feira (14).
Uma expedição de mergulho recreativo terminou em tragédia no Atol de Vaavu, nas Maldivas, considerado um dos destinos mais belos e procurados do mundo para mergulho técnico.
Cinco turistas italianos morreram durante uma imersão em cavernas submarinas na região de Alimathaa.
Acidente apontado como o mais grave já registrado no arquipélago.
Entre as vítimas estão mãe e filha: a professora e bióloga marinha Monica Montefalcone, 51 anos, e a estudante Giorgia Sommacal, de cerca de 23 anos.
Também morreram a pesquisadora Muriel Oddenino, l 31 anos, o recém-formado em Biologia Marinha Federico Gualtieri, 31 anos, e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, cuja idade ainda não divulgada.
O grupo participava de uma expedição organizada a bordo do barco “Duke of York” e realizava mergulho em profundidades entre 50 e 60 metros, explorando túneis de coral e cavernas submersas.
Durante a atividade, os mergulhadores perderam contato com a superfície.
Os corpos foram encontrados após uma operação de buscas envolvendo embarcações, mergulhadores especializados e apoio aéreo.
Especialista reconhecida internacionalmente em ecologia marinha e conservação de recifes de coral, Monica Montefalcone atuava como professora associada da Universidade de Gênova e coordenava projetos voltados à proteção dos oceanos.
Ela possuía certificação internacional para mergulho em cavernas e já havia realizado pesquisas anteriores nas Maldivas.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades locais.
Entre as hipóteses consideradas estão intoxicação por oxigênio devido à profundidade, desorientação dentro das cavernas submarinas e condições climáticas adversas, já que havia alerta amarelo de mau tempo na região no momento da expedição.
Fonte: Victor da Matta

