Crime bárbaro choca comunidade de Santo Antônio da Patrulha

Fotos: Arquivo pessoal

ASSASSINATO BRUTAL

Crime bárbaro choca comunidade, escancara a inversão da verdade dos fatos e causa sofrimento aos familiares.

Uma história de um jovem casal apaixonado foi interrompida ao entardecer de terça-feira, dia 6 de fevereiro.

Com requintes de crueldade, o criminoso Luís Carlos Germiniano, de 36 anos de idade, ceifou a vida do jovem trabalhador Filipi Eloy, de 25 anos, filho da professora Cristina Eloy e do motorista Leandro Bandeira de Souza, irmão de Carlos Eduardo, com 10 anos de idade e casado com Diulli Rocha, secretária de escola.

Numa ação desumana e violenta ele, de posse de uma arma branca, desferiu golpes contra o rapaz, que não sobreviveu.

Diversas pessoas que passaram pelo local presenciaram o crime. A morte do jovem abalou a cidade, que pede justiça para o caso.

“Filipi Eloy nunca traiu. Não existe caso, não existe traição. Se não bastasse o luto que vivemos, ler e ouvir comentários falsos sobre ele é doloroso! Um jovem trabalhador que saia de casa todos os dias cedo e voltava tarde, de segunda a sábado, não merece esses ataques que vêm manchando seu legado. Não compartilhem mentiras! Nós buscaremos justiça, onde quer que ela esteja! O amor dele pela família era enorme.

O seu relacionamento era na base de confiança, fidelidade e parceria! Filipi é, e sempre será honesto”, se manifestou a família.

 

O CRIME

O vídeo das câmeras de monitoramento da farmácia mostra Filipi Eloy, promovido há um mês no estabelecimento, num balcão repondo mercadorias. Trabalhando normalmente, a vítima percebe a aproximação do criminoso armado e corre para evitar o conflito, porém é alcançado na calçada em frente à Lojas Pompéia, sendo golpeado fatalmente com uma faca, na altura do coração.

Ao chegarem ao local, policiais encontraram o corpo da vítima perdendo muito sangue, porém ainda com vida. A ambulância de resgate do Corpo de Bombeiro Militar levou Filipi Eloy ao hospital, porém mais nada pode ser feito. O corpo do jovem foi removido para a Perícia Médica Legal. A Mortis Causa foi violenta hipovolemia aguda, ferimento de ventrículo esquerdo, instrumento perfuro cortante.

Em outro vídeo que circula nas redes sociais, o criminoso demostrou frieza ao ser questionado pela esposa de Filipi sobre o que ele fez e se não tinha família para causar tanta dor ao próximo. Diulli, que estava na ambulância durante a remoção de Filipi, ao chegar no hospital deparou-se que o criminoso que já se estava fazendo sua ficha para o exame de corpo de delito.

Já na Delegacia de Polícia, o criminoso foi autuado em flagrante por homicídio doloso, sendo encaminhado ao sistema prisional, após passar por audiência de custódia em Porto Alegre.

Diante dos fatos percebe-se que existem indícios de crime premedito ao decidir a respeito do crime com antecipação e refletidamente.

“Ele (Luís) criou na cabeça dele que Filipi mantinha relações amorosas com sua esposa”, contou Diulli Rocha.
“Até que ponto vai à maldade do ser humano? Diante de tanta dor, meu filho Filipi Eloy, que trabalhava em dois empregos, da casa para o serviço, do serviço para casa, junto com a esposa Diulli Rocha, estão falando mentiras, sobre ele. Eu criei um homem de bem, um menino que tinha um coração muito bom, ele amava a esposa e tinha caráter, jamais faria mal a alguém. Respeitem nosso luto. Não repassem informações sem terem a certeza, saber se de fato é verdade. Meu filho era um menino de ouro”, clamou a mãe Cristina Eloy, que é professora no “Estadual” – Instituto Estadual de Educação Santo Antônio.

 

CASAMENTO

Em conversa com a viúva Diulli Rocha, de 22 anos de idade, na noite desta quinta-feira (08), contou que ela e Filipi Eloy namoraram por dois anos, quando o jovem resolveu pedi-la em casamento há um ano.

Juntos por três anos, relatou que eles estavam há sete meses morando sozinhos, numa casa planejada com muito amor e carinho com a participação deles, familiares e amigos na construção do lar.

Diulli Rocha havia engravidado de Filipi Eloy, porém eles perderam o filho em março de 2023, por um aborto espontâneo.

“Ele (Filipi) trabalhava durante o dia na Farmácia Maxxi Econômica Farmácias e à noite no Xis Tanazio para nunca faltar nada para nós”, relatou Diulli Rocha que acrescentou em publicação nas redes sociais “Filipi Eloy, nunca me traiu, não existe caso, não existe traição pelo amor de Deus! Nós trabalhávamos dia e noite, de segunda a sábado, parem de falar mentiras”, clamou a jovem. “Do assassino ninguém diz nada? Eu quero justiça! Nosso amor era à base de confiança, fidelidade e parceria. Ele era honesto. Te amo vida, não vou deixar ninguém inventar nada sobre nós”, desabafou emocionada.

 

DESESPERO DO PAI

O pai de Filipi, o motorista de ônibus Leandro Bandeira de Souza havia acabado de encostar o Unesul no ponto de embarque e desembarque da Lojas Pompéia e se deparou com a cena. O desespero do pai no resgate do filho foi uma das piores cenas presenciada também pelas pessoas no local. “A gente, os policiais, todo mundo tentou segurar o pai, mas ele não parou até que o filho foi socorrido. Foi a pior cena da minha vida”, conta uma transeunte que chegou após o jovem ser esfaqueado.

 

ASSALTO EM FUNERÁRIA

Se não bastasse todo o sofrimento já vivido até àquela hora, no início da noite os familiares de Filipi Eloy foram até à Funerária Santo Antônio, a fim de escolherem o caixão e demais serviços funerários para o sepultamento do jovem, ocasião em que foram assaltados, tendo seus celulares e cartões furtados.

 

VELÓRIO E SEPULTAMENTO

O comovente velório aconteceu no Salão Paroquial de Portão I, por onde passaram inúmeras pessoas para se despedirem do jovem que residia naquela localidade.

Manifestações de pesar e depoimentos emocionados demonstraram que o jovem era uma pessoa que tratava a todos sempre com muito carinho e atenção. “Era um doce de pessoa. Sempre muito alegre, um sorrisão no rosto e muito batalhador”, disse um amigo.

Tristeza, comoção e revolta marcaram o enterro no Cemitério de Portão I. “Matou nossa família. Estamos desolados. De forma racional e emocional nós tentamos buscar explicação para o ocorrido, e não conseguimos. Uma violência gratuita cometida pela segunda vez, porém agora desproporcional, de forma que não permitiu sequer a defesa dele”, disse emocionado um familiar durante o sepultamento.

 

AGRESSÃO FÍSICA

Em 25 de setembro de 2023, por volta das 9 horas, conforme Ocorrência Policial nº 3286, Filipi Eloy registrou queixa, por vias de fatos consumado contra ele, bem como ameaça.

Luís Carlos Germiniado havia se dirigido até o Estabelecimento de Ensino Particular – Escolas de Idiomas GO UP SCHOLL, onde a esposa de Filipi Eloy trabalha como secretária.

Na época, Filipi Eloy relatou no registro policial que foi agredido por Luís Carlos, além disso, o suspeito mandou um recado pela esposa (Diulli) de que “só não mato ele (Filipi) porque não sou Deus para tirar a vida de alguém, mas vou destruir a vida dele”.

“Ele (Luís) foi até o meu trabalho atrás de mim e aí o Filipi foi me ajudar e ele o agrediu fisicamente. Filipi teve que correr. Ele era tão bonzinho que não sabia nem dar um soco”, conta Diulli Rocha.

Para evitar maiores complicações, Filipi Eloy, preferiu não representar criminalmente contra o agressor.

Luis Carlos Germiniado, além de importunar a esposa de Filipi em seu local de trabalho, uma escola, acometido de um ciúme doentio em seu relacionamento, mudou sua opinião e, em menos de cinco meses após este fato, resolveu tirar a vida de Filipi Eloy, destruindo literalmente não apenas assim o jovem, mas a vida de quem fica como a esposa, pais, irmão e demais familiares, colegas e amigos de Filipi Eloy.

O que era uma ameaça foi consumado em crime, não permitindo a defesa da vítima.

 

JÚRI POPULAR

A morte do jovem abalou a cidade, que pede justiça para o caso.

A polícia segue com as investigações.

Uma possibilidade é de que o Ministério Público possa, se houver indícios suficientes, levar o criminoso a Júri Popular.

O Júri Popular é um dos instrumentos que existe no direito penal brasileiro para levar certos crimes de interesse social à avaliação da própria sociedade.

Texto: Jornalista Rafael Barcela – MTb 16574.
Fotos: Arquivo pessoal

 

Fonte: Informações e notícias

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