Precipitação persistente provocou pontos de acúmulo de água nas principais avenidas e esvaziou orla em plena temporada.
A sexta-feira começou com céu nublado, mas ainda com presença do sol no Litoral Norte. Em Capão da Canoa, o mar aparentava ter recuado em comparação com a quinta-feira, quando a maré “lavada” avançou próximo aos quiosques da beira da praia.
No entanto, o cenário mudou rapidamente ao longo da manhã.
O abafamento e a claridade deram lugar à instabilidade. Pouco antes das 10h, a chuva começou de forma discreta e, gradualmente, ganhou volume.
Apesar de não ter sido registrado temporal com rajadas de vento, a precipitação persistente, que se estendeu por mais de uma hora, foi suficiente para provocar diversos pontos de alagamento.
Na avenida Paraguassú, nos pontos mais movimentados da cidade, o trânsito apresentava grande lentidão.
Em vários trechos, a água acumulada, que o sistema de drenagem não conseguiu absorver, atingia a metade das rodas dos veículos. Um dos pontos mais críticos foi o cruzamento com a avenida Flávio Boianovski.
Na avenida Beira-Mar, a situação se repetiu. A lâmina d’água também cobria boa parte das rodas dos carros, dificultando a circulação. Pedestres buscavam abrigo sob marquises de lojas e no interior de estabelecimentos, aproveitando as partes mais altas das calçadas para evitar a água acumulada.
Reflexo direto do mau tempo, um dos pontos mais movimentados do Litoral Norte, junto ao letreiro de Capão da Canoa, estava praticamente vazio, um movimento atípico para o período de veraneio.
Nem mesmo os quiosques da orla funcionavam durante a manhã de chuva.
Na faixa de areia, o cenário era de esvaziamento quase total.
Apenas um pequeno grupo resistia sob guarda-sóis, tentando se proteger.
As tradicionais caminhadas no calçadão e práticas esportivas na areia praticamente desapareceram durante a instabilidade.
Em Xangri-lá, também houve registro de alagamentos na avenida Paraguassú. Assim como em Capão da Canoa, o volume de água sobre a pista comprometeu a mobilidade urbana e alterou a rotina de moradores e veranistas.
Em Capão da Canoa, o mar aparentava ter recuado em comparação com a quinta-feira, quando a maré “lavada” avançou próximo aos quiosques da beira da praia. No entanto, o cenário mudou rapidamente ao longo da manhã.
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— Correio do Povo (@correio_dopovo) February 20, 2026
Com a chuva, a temperatura caiu e o movimento nas praias diminuiu consideravelmente, mudando o ritmo típico da temporada de verão no Litoral Norte gaúcho.
GALERIA DE FOTOS: Ambiental chuva em Capão da Canoa
Fotos: Fabiano do Amaral
Correio do Povo

















