Como ocorre todo verão, representantes do Movimento HeForShe distribuíram materiais informativos e conversaram com veranistas na Praia Grande.
O Comitê Gaúcho em Apoio ao HeForShe (ElesPorElas), movimento da ONU Mulheres, realizou neste sábado, na Praia Grande, em Torres, no Litoral Norte, a Blitz Fim da Linha, sua ação anual de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres.
Panfletos foram distribuídos e orientações sobre denúncias dadas a famílias presentes à beira-mar.
A ação, que com efeito busca levar a mensagem mais direcionada aos homens, contou com a presença do Articulador Nacional do HeForShe no Brasil, Edegar Pretto, além do deputado estadual Adão Pretto Filho, presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, e demais parlamentares e representantes do movimento.
Outras entidades também estiveram presentes. Diante de uma verdadeira epidemia em curso de feminicídios no Rio Grande do Sul, que registrou 11 crimes do tipo somente no primeiro mês de 2026, os participantes ressaltaram a importância do ato em Torres, realizado há nove anos durante o veraneio.
“Vamos combater a violência contra as mulheres com o orçamento público, com decisões políticas, mas principalmente com a mobilização da sociedade. O que acontece, infelizmente, é que a maioria dos homens que não agridem e não concordam com a violência está em silêncio, e com esta ação, queremos justamente que eles se manifestem”, afirmou Pretto, também pré-candidato ao governo do Estado pelo PT.
“A sociedade precisa fazer um cerco à violência contra as mulheres”, salientou ele ainda. As altas temperaturas da manhã deste sábado fizeram com que a praia estivesse lotada, o que contribuiu, mas palavras da organização, para que um grande número de veranistas pudesse ser informado e conscientizado da causa.
Os participantes levavam cartazes e vestiam camisetas pedindo o fim da violência contra as mulheres. “Muitas vezes, as famílias estão aqui no litoral, as mulheres com os homens, mas quantas delas sofrem em silêncio diante desta onda de violência? Nosso papel é cobrar o governo do Estado sobre o fim desta violência e promover a conversa e a conscientização”, salientou o articulador.



Correio do Povo












