A ampliação dos serviços de saúde e o envelhecimento da população brasileira têm intensificado a demanda por profissionais cada vez mais qualificados, especialmente entre os técnicos em enfermagem, que atuam na linha de frente do atendimento.
Esse movimento ficou ainda mais evidente em momentos críticos, a exemplo da pandemia de Covid-19 e, no Rio Grande do Sul, as enchentes de 2024.
Durante a crise sanitária, profissionais de enfermagem estiveram entre os mais expostos à sobrecarga de trabalho e à pressão assistencial, com atuação direta em unidades de terapia intensiva, serviços de urgência e enfermarias.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2017 e 2022, o número de vínculos formais na área de enfermagem cresceu de forma acelerada no país, ultrapassando 1,5 milhão de postos de trabalho, somando enfermeiros, técnicos e auxiliares, avanço puxado, em grande parte, pela ampliação das equipes durante e após a pandemia.
No âmbito regional, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 também evidenciaram o papel estratégico desses profissionais em situações de emergência.
Levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Enfermagem apontou que mais de 1,7 mil profissionais da área foram diretamente afetados pelas chuvas no estado, ao mesmo tempo em que seguiram atuando no atendimento à população desalojada, em abrigos, hospitais e ações de resposta rápida.
O episódio reforçou a necessidade de preparo técnico específico para cenários de crise, que extrapolam a rotina hospitalar.
Esse conjunto de experiências e necessidade urgente de atender a demanda de profissionais no mercado tem ampliado a busca por formações mais especializadas, voltadas a áreas de maior complexidade, que exigem domínio de protocolos, tomada rápida de decisão e atuação integrada em equipe.
“A especialização técnica aparece como um caminho estratégico para qualificar a atuação desses profissionais e responder às novas exigências do setor. O mercado de trabalho da enfermagem no Brasil registrou um crescimento expressivo, refletindo o aumento da demanda em diferentes níveis de atenção à saúde e, consequentemente, a necessidade de profissionais cada vez mais preparados. Nesse cenário, percebemos um aumento significativo — tanto por parte das instituições quanto dos próprios profissionais — na procura por qualificações e especializações após o curso técnico”, explica o diretor da Escola Técnica Fundatec (ETF), Felipe Homem.
Acompanhando esse movimento, a ETF está lançando em 2026 cursos pós-técnicos voltados a profissionais formados em Enfermagem, com foco em Instrumentação Cirúrgica, Terapia Intensiva (UTI) e Urgência e Emergência/Atendimento Pré-Hospitalar (APH).
As formações são direcionadas a técnicos que buscam aprofundar conhecimentos e ampliar sua atuação em frentes estratégicas do cuidado em saúde, alinhadas às demandas atuais dos serviços hospitalares e de atendimento emergencial.
As inscrições estão abertas e o início das aulas está previsto para abril. Mais informações sobre os cursos pelo WhatsApp (51) 99847-4972.
Fundatec












