Entenda por que o Rio Grande do Sul inundou

Porto Alegre é uma das cidades afetadas. Com a cheia do Guaíba, a capital foi inundada. (Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil)

Diversas regiões do Rio Grande do Sul sofrem, desde a semana passada, com fortes alagamentos, deixando cidades inteiras debaixo d’água. As inundações são reflexo da quantidade elevada de chuva que cai no Estado desde o dia 27, sob efeito do El Niño, e são também uma das consequências dos efeitos das mudanças climáticas no mundo.

Há cidades em que, neste curto período, já choveu o volume esperado para seis meses. “Os valores observados em alguns locais equivalem ao esperado para um mês. Nós observamos alguns locais que choveu 60% do esperado para o ano todo em uma semana”, diz Fernando Mainardi Fan, professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS, especialista em previsão de vazões e hidrologia e integrante do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais (GPDEN).

Porto Alegre é uma das cidades afetadas. Com a cheia do Guaíba, a capital foi inundada. Segundo dados da prefeitura da cidade divulgados na noite dessa terça-feira (7) no perfil do X, a cota do rio por volta das 23h era de 5,21 metros, sendo que o nível de inundação é 3 metros.

O município de Caxias do Sul, por exemplo, já soma 447,8 mm até o momento, com média de 131,4 mm por dia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), isso significa que já choveu mais do que o esperado para todo o mês.

 

Explicações

Além do El Niño, que causa aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, as chuvas intensas também foram causadas por um “anticiclone”, que atinge a localidade e cria um bloqueio atmosférico, diz Andrea Ramos, meteorologista do Inmet.

O fenômeno mantém uma massa de ar seca e quente atuando na região central do País, que envolve o Centro-Oeste, Sudeste e norte do Paraná, e que inibe a entrada de sistemas em outras áreas, sobretudo no Rio Grande do Sul.

O bloqueio, explica ela, é como um tampão. À medida que os sistemas atuam no RS, não conseguem uma incursão para sair e ficam sobre o Estado. “Esse bloqueio inibe com que haja, quando há formação de frente fria que é comum nesta época do ano, a entrada de massas de ar. Ela fica confinada e tem essa tendência de ficar parado, jogando umidade do oceano no Rio Grande do Sul”, explica.

Além disso, Andrea comenta que há uma área de baixa pressão chamada “Baixa do chaco”, próxima do Paraguai e da Argentina, que é caracterizada como uma área de instabilidade, que aumenta o potencial de chuvas com volume significativo.

“Isso já potencializa as chuvas controladas e rajadas de vento. Quando os fenômenos estão associados, como a frente fria associada com cavados, isso se potencializa. Há também o canal de umidade que sai da Amazônia, que encontra esse bloqueio atmosférico. Nesse caso, a umidade vai toda para a região sul, e esse conjunto de fatores vai manter a chuva frequente no estado”, explica.

Andrea explica também que a região Sul tende a ter antecipação das chuvas. Enquanto na região Sul do país o El Niño provoca muitas chuvas, na região Norte e Nordeste já diminui. A previsão, segundo o Inmet, é que a chuva continue até o fim da semana, mas com menor potencial.

Essa não é a primeira vez que o estado é atingido por tempestades. Em setembro do ano passado, o RS também foi afetado com fortes chuvas, quando 54 pessoas morreram. A tragédia deste ano já contabiliza, até o momento, 95 mortes.

 

osul.com.br

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