Desmoronamento das galerias da quadra E, do Cemitério Municipal de Alvorada

Presidente do Sima disse que a queda das galerias era uma tragédia anunciada | Foto: Rodinei Rosseto / Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada / CP

Sindicato já tinha denunciado irregularidades no cemitério de Alvorada e solicitado vistoria a setores da Prefeitura.

Ofício foi encaminhado, no início de março, ao Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho e ao Departamento de Vigilância Sanitária, a fim de sanar os problemas.

O desmoronamento das galerias da quadra E, do Cemitério Municipal de Alvorada, que provocou a queda de cerca de 90 gavetas com corpos sepultados, era uma tragédia anunciada, segundo informou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (Sima), Rodinei Rosseto.

Entre os escombros está a vó de Alex Melo, sepultada no local em 2 de julho de 2021. Melo esteve no local na segunda-feira após ter conhecimento do fato pelas redes sociais. “É uma cena triste saber que o corpo de minha vó está soterrada no meio dos destroços. É lamentável ver o quanto eles foram desorganizados com algo tão sério.”

O presidente do Sindicato conta que em 1º de março fez uma inspeção no local denunciando uma série irregularidades e encaminhou um ofício ao Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho e ao Departamento de Vigilância Sanitária, setores da Administração, solicitando uma vistoria técnica a fim de sanar os problemas, como a falta de condições de segurança e também sanitárias a que estavam sendo submetidos os servidores e consequentemente os visitantes. Nesta terça-feira, o Sindicato voltou ao local e os problemas sinalizados continuam sendo os mesmos.

Entre os transtornos evidenciados estão a ausência de acessibilidade, como rampa de acesso, impossibilitando a locomoção por cadeirantes, banheiros insalubres, presença de cães, ratos, pombos e baratas circulando pelo local, falta de sinalização, ausência de extintor de incêndio, iluminação precária, refeitório desorganizado e sujo, vestiário e ferramentaria em situação caótica, fios desencapados e soltos, vazamento de água, fiações expostas com alto de risco curto circuito, encanamentos improvisados, falta de limpeza nos esgotos, canos de drenagem entupidos, funcionários atuando sem equipamentos de proteção, sem máscara, com uso de botas e uniformes deteriorados.

O documento, entregue ao Executivo, também aponta que a equipe de coveiros, composta por apenas dois servidores, é insuficiente para atender a demando do município. “A nossa luta, enquanto sindicato, órgão que trabalha em defensa dos direitos trabalhistas, é denunciar o grave problema do cemitério, o abandono, os trabalhadores atuando em situação muito precária, fazendo exumação sem luva, sem uso de máscara.

Nós temos acompanhado essa triste realidade há mais de 7 anos. É um descaso total, a ponto de uma galeria desmoronar. A situação está bem crítica”, disse o presidente do Sima.

Além da vegetação alta, mau cheiro, das estruturas caindo, há também focos de dengue. “Falta de investimento, sucateamento e abandono. O cemitério é uma importante fonte de receita para o Município. O dinheiro que entra no cemitério não está sendo revertido para benfeitorias do mesmo. Não está sendo investido R$ 1 real no local, pois as famílias pagam anualmente suas taxas.” A Prefeitura foi procurada, mas ainda não se manifestou.

 

Correio do Povo

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