SOCERGS alerta para riscos cardiovasculares do consumo de álcool e reforça que não existe dose totalmente isenta de perigo.
O consumo de bebidas alcoólicas, do uso ocasional ao excesso, pode trazer consequências importantes para a saúde do coração, especialmente durante o verão, quando o calor potencializa riscos como desidratação e sobrecarga cardiovascular.
INFORME PUBLICITÁRIO
Corretor Fortes – O Seu corretor de Imóveis do Litoral e Serra Gaúcha
Encontre seu próximo imóveI
Imóveis atualizados diariamente — acesse clicando na imagem.
👉 Confira nossa lista de imóveis no Instagram 👇
O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS).
Com a chegada do Carnaval, período marcado por altas temperaturas, longas horas de festa e maior consumo de bebidas alcoólicas, a atenção deve ser redobrada.
A combinação entre calor intenso, desidratação e ingestão excessiva de álcool pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e aumentar significativamente o risco de eventos como arritmias e elevações da pressão arterial, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas já diagnosticadas.
Estudos recentes e revisões científicas associam o consumo elevado de álcool ao aumento da pressão arterial, maior incidência de arritmias (com destaque para a fibrilação atrial), cardiomiopatia alcoólica e elevação do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
As evidências também apontam que não existe uma dose de álcool completamente “segura” para a saúde cardiovascular, contrariando mitos ainda difundidos sobre possíveis benefícios do consumo.
Segundo o presidente da SOCERGS, Dr. André Luis Câmara Galvão, os cuidados devem ser reforçados nos períodos de maior exposição ao calor e de mudança de rotina.
“O álcool tem efeito direto sobre o sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos, alterar o ritmo do coração e aumentar a pressão arterial. Em períodos de calor, esses efeitos se somam à desidratação, ampliando o risco, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas já estabelecidas”, destaca.
Outro ponto importante é a falsa percepção de que bebidas alcoólicas ajudam na hidratação.
Na prática, ocorre o oposto: o álcool tem efeito diurético, aumentando a perda de líquidos e favorecendo a desidratação.
A orientação dos especialistas é priorizar água e, quando necessário, reposição de eletrólitos, mantendo moderação ou abstinência de álcool conforme o perfil de cada pessoa e sempre com orientação médica.
Em casos de suspeita de doença ou de algum risco à saúde, é fundamental procurar um médico cardiologista.
Redação: Marcelo Matusiak
SOCERGS













