Após finalizada edição de 40 anos, começa preparação para Cavalgada do Mar em 2025

Cavalgada do Mar completou 40 anos no ano de 2024 | Foto: Jéssica Lumertz / Especial / CP

Edição deste ano foi considerada um sucesso pelo vice-comandante Paulo Marques.

Encerrada a 38ª Cavalgada do Mar, no qual participaram milhares de pessoas, as atenções se voltam para o evento do próximo ano.

Em 2024, a cavalgada, que completou 40 anos, e foi realizada entre Torres e Palmares do Sul, no litoral norte, foi também um grande sucesso, nas palavras do vice-comandante Paulo Marques, que estava no comando deste ano.

“Para nós, foi uma data bastante simbólica. A cavalgada sobreviveu, e sobrevive, pela força do gaúcho, pelo amor que temos a esta terra”, pontuou ele. Neste ano, houve mudanças, ainda conforme Marques, como a decisão de não realizar a parada em Balneário Pinhal, em razão das dificuldades do calor intenso.

A cavalgada, embora sem a chegada de todos os cavalarianos que partiram do extremo norte do litoral gaúcho, teve um bom resultado. Até junho, a intenção é apresentar as novidades da edição seguinte.

Se sabe, por exemplo, que a partida será de Palmares com destino a Torres, já que os trajetos se invertem anualmente. As dificuldades sempre ocorrem, diz o vice-comandante, porém quem participa sabe que o faz pela tradição do gaúcho.

Com caráter democrático, ela recebeu, ao longo dos anos, participantes de estados como Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e nações como Uruguai e Chile. “Neste ano, também tivemos muitas crianças, filhos e netos, e isto é bom, demonstrando que isto está sendo incentivado desde pequeno.

Estamos mesmo trabalhando pela sua eternização”. Outra novidade da edição recém-encerrada foi a retomada do toque do clarim, cedido pela Brigada Militar (BM), e que costuma acordar os participantes, assim como anunciar o início de mais um dia de cavalgada e a chegada a um município. “A BM foi fundamental para garantir este sucesso.

No percurso mais complicado, entre Torres e Arroio do Sal, tivemos inclusive acompanhamento de helicóptero.

Houve também uma eficiente fiscalização”, disse Marques. O encerramento oficial seria ao meio-dia do último sábado, na sede do Sociedade de Amigos do Rei do Peixe, no Balneário Quintão, porém, ainda devido ao clima, o último dia foi mesmo na sexta-feira.

Ao longo do evento, houve ainda homenagens ao músico Vilmar Romera, ex-comandante da Cavalgada do Mar, falecido em 2014, e João José Machado, conhecido popularmente como maestro Machadinho, um dos idealizadores do evento em 1984, quando houve a primeira edição, e falecido em junho de 2023.

Conforme Marques, a Cavalgada do Mar está no Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior evento de homem a cavalo do mundo, e, por isso, tem sua importância reconhecida. “Por mais que nem tudo possa ser perfeito, os resultados foram extremamente virtuosos, e todos ficaram satisfeitos. Encontramos amigos que não vemos há um ano e temos uma grande confraternização, sendo este um feito muito gratificante”, encerra ele.

 

Correio do Povo

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