Única Mulher no Helicóptero Arcanjo vive Rotina de Risco para Salvar Vidas em SC

“Eu tenho orgulho de representar outras mulheres”.
“Eu tenho orgulho de representar outras mulheres”.

A única mulher tripulante do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina é a cabo Ariane Cividini, 35 anos, que atua no Arcanjo-3, em Blumenau, no Vale do Itajaí.

Ela integra a equipe desde 2024 e opera na porta do helicóptero durante resgates, orientando o piloto em pousos em locais sem estrutura para aeronaves.

Conforme o próprio CBMSC, o BOA é acionado exclusivamente em ocorrências de alta complexidade: acidentes graves, resgates em locais de difícil acesso, afogamentos, transporte de órgãos e apoio à defesa civil.

A unidade foi criada em 2010, em parceria com o SAMU, após as enchentes de 2008 em Santa Catarina.

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Em cada atendimento, a cabo posiciona parte do corpo para fora da aeronave para garantir a segurança do pouso.

A equipe é composta por piloto, copiloto, médica, enfermeira do SAMU e dois tripulantes.

As ocorrências acontecem em quintais, rodovias bloqueadas e encostas, locais que não foram projetados para receber helicópteros.

Cividini ingressou no CBMSC após abandonar o curso de engenharia, motivada por um treinamento de primeiros socorros.

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Para chegar ao BOA, precisou passar por provas físicas e teóricas com baixo índice de aprovação.

Quando o edital foi aberto, em 2024, ela amamentava o segundo filho, que tinha menos de um ano. Concluiu o estágio supervisionado em setembro do mesmo ano.

Desde que assumiu o cargo, a bombeira relata episódios frequentes de questionamentos sobre sua presença na função.

Em fevereiro de 2025, durante o atendimento a um acidente na BR-470, um motociclista que se recusou a respeitar o perímetro de segurança afirmou que ela “devia estar em casa lavando louça”.

Nas ocorrências, é comum ser confundida com enfermeira.

A pergunta sobre quem cuida dos filhos, segundo ela, nunca é feita aos colegas homens. Cividini é mãe de dois meninos, de três e seis anos.

O caso segue como retrato da inserção feminina em carreiras de segurança pública no estado.

O CBMSC não informou quantas mulheres atuam como tripulantes em outros batalhões aéreos de Santa Catarina.

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jornalrazao.com

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