Hepatites virais exigem acompanhamento para prevenção de câncer de fígado

Especialista destaca importância de observar alterações laboratoriais ou de imagem para avaliar suspeita da neoplasia e seguimento na investigação.

A correlação entre hepatites induzidas pelos vírus B e C e o câncer de fígado é muito próxima, embora existam outros fatores para o seu desenvolvimento, como cirrose, uso de anabolizantes e presença de aflatoxinas em alimentos mal conservados. “Pacientes com hepatite B chegam a alcançar um risco até 140 vezes maior e os portadores de hepatite C também têm maior probabilidade de desenvolver hepatocarcinoma”, afirma o oncologista Dr. Fernando de Souza Pereira, integrante do Instituto Kaplan Capão da Canoa/Oncoclínicas.

O especialista explica que os vírus B e C provocam um dano crônico à célula – hepatócito – do fígado, que passa por um processo de cicatrização, chamado de cirrose, que prejudica o órgão de forma mecânica, por meio de pressões, e funcional, com coagulação, por exemplo. Para os pacientes que sabidamente têm doenças que podem levar ao desenvolvimento de cirrose e, consequentemente, maior chance de hepatocarcinoma, é necessário um acompanhamento mais próximo pela equipe médica para observar alterações laboratoriais ou de imagem, principalmente ecografia, a fim de avaliar a suspeita da doença e seguimento na investigação. “Infelizmente para a população em geral, mesmo aqueles sabidamente abusadores de álcool, não existe um screening – triagem – que auxilie a identificar previamente a neoplasia”, frisa o oncologista.

A melhor forma de prevenir o câncer de fígado é evitando a exposição aos fatores de risco tais como uso de álcool, alimentos ultraprocessados e ricos em gorduras e o tabagismo. Além disso, é recomendada a vacinação para o vírus da hepatite B nas primeiras horas de vida. Para adolescentes e adultos não vacinados anteriormente, a orientação é de três doses com intervalo de um mês entre primeira e a segunda e cinco meses da segunda para a terceira dose. De acordo com o Dr. Fernando de Souza Pereira, pessoas com comprometimento do sistema imunológico necessitam de dose dobrada em quatro aplicações, para melhorar a resposta ao estímulo produzido pela vacina. Não existe vacina para o vírus da hepatite C, mas existem maneiras de evitar cirrose e hepatocarcinoma para os pacientes com vírus C adotando tratamentos com antirretrovirais.

 

Estratégias de tratamento

O oncologista explica que a decisão sobre o melhor tratamento a ser adotado é definida de acordo com a classificação do estágio do câncer. “O hepatocarcinoma nos permite fazer uso de uma série de estratégias como cirurgia, radioablação ou quimioembolização, algumas vezes podendo se usar da combinação para alcançar um tratamento curativo”.

Como muitas vezes o paciente também tem cirrose, uma doença de base potencialmente grave, em casos específicos é possível realizar o transplante hepático. “Quando não há mais intuito curativo, a combinação de imunoterapias e ou de imunoterapia e medicação anti-VEGF para bloquear o crescimento anormal de vasos sanguíneos têm sido o tratamento de primeira linha”, finaliza.

 

Sobre a Oncoclínicas&Co

A Oncoclínicas&Co. – maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina – tem um modelo especializado e inovador focado em toda a jornada do tratamento oncológico, aliando eficiência operacional, atendimento humanizado e especialização, por meio de um corpo clínico composto por mais de 2.700 médicos especialistas com ênfase em oncologia. Com a missão de democratizar o tratamento oncológico no país, oferece um sistema completo de atuação composto por clínicas ambulatoriais integradas a cancer centers de alta complexidade. Atualmente possui 145 unidades em 39 cidades brasileiras, permitindo acesso ao tratamento oncológico em todas as regiões que atua, com padrão de qualidade dos melhores centros de referência mundiais no tratamento do câncer.

Com tecnologia, medicina de precisão e genômica, a Oncoclínicas traz resultados efetivos e acesso ao tratamento oncológico, realizando aproximadamente 635 mil tratamentos nos últimos 12 meses. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa e tratamento de câncer no mundo. Possui a Boston Lighthouse Innovation, empresa especializada em bioinformática, sediada em Cambridge, Estados Unidos, e participação societária na MedSir, empresa espanhola dedicada ao desenvolvimento e gestão de ensaios clínicos para pesquisas independentes sobre o câncer. A companhia também desenvolve projetos em colaboração com o Weizmann Institute of Science, em Israel, uma das mais prestigiadas instituições multidisciplinares de ciência e de pesquisa do mundo, tendo Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas, como membro de seu board internacional. Além disso, a Oncoclínicas passou a integrar a carteira do IDIVERSA, índice recém lançado pela B3, a bolsa de valores do Brasil, que destaca o desempenho de empresas comprometidas com a diversidade de gênero e raça.

 

Fonte: Assessoria da Panvel

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