Aumenta para 20 o número de mortes por leptospirose em razão das enchentes no Rio Grande do Sul

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Casos fatais registrados até o momento ocorreram em Porto Alegre, Novo Hamburgo, Alecrim, Charqueadas, Rio Grande, Pelotas, Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Igrejinha, Guaíba, Encantado, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada e Viamão.

Aumentou para 20 o número de mortes por leptospirose relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul.

De acordo com informe epidemiológico divulgado na segunda-feira (17) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), outras quatro mortes estão sob investigação.

Desde o início da catástrofe, já foram notificadas 5.343 suspeitas da doença, das quais 302 (5,7%) receberam teste positivo.

Os casos fatais registrados até o momento ocorreram em Porto Alegre (2), Novo Hamburgo (2), Alecrim, Charqueadas, Rio Grande, Pelotas, Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Igrejinha, Guaíba, Encantado, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada e Viamão.

Doença bacteriana infecciosa aguda, a leptospirose é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, em contato com a pele e mucosas.

A bactéria pode estar presente na água contaminada ou lama, e os alagamentos aumentam a chance de infecção entre a população exposta. A água em regiões alagadas pode se misturar com o esgoto.

Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias.

Os principais são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial na panturrilha) e calafrios. A orientação à população é procurar um serviço de saúde logo nas primeiras manifestações.

Nos municípios sem serviços de saúde disponíveis, as pessoas devem procurar qualquer profissional de saúde em abrigos, albergues ou ginásios.

O governo gaúcho alerta para outros sintomas a serem observados pelos profissionais de saúde, como tosse, sensação de falta de ar ou respiração acelerada, alterações urinárias, vômitos frequentes, icterícia, escarros com presença de sangue, arritmias, alterações no nível de consciência.

A doença apresenta elevada incidência em determinadas áreas, além do risco de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves.

O cidadão deve evitar andar, nadar e tomar banho com água de enchentes. Caso seja inevitável o contato com a água, lama das cheias e esgoto, que podem estar contaminados, a pessoa deve usar luvas, botas de borracha ou sapatos impermeáveis.

Se não houver disponibilidade desses itens, usar sacos plásticos duplos sobre os calçados e as mãos.

Ninguém deve ingerir água ou alimentos que possam ter sido infectados pelas águas das cheias.

Se houver cortes ou arranhões na pele, as pessoas devem evitar o contato com a água contaminada e usar bandagens nos ferimentos.

Fonte: O Sul

 

leouve.com.br

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