Em algumas cidades do RS já faltam produtos nos supermercados

Nos supermercados, em Pelotas, algumas prateleiras já começam a ficar vazias. | Foto: Angélica Silveira/ Especial/CP

Água mineral, carne, ovos e verduras são os principais itens que estão em escassez nos municípios afetados por bloqueios nas rodovias.

Os bloqueios de rodovias causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul têm afetado a chegada de mercadorias aos supermercados de diversas cidades. Na região do Vale dos Sinos, afetada por bloqueios na BR-116, onde o Rio dos Sinos avançou sobre a pista, a água mineral está entrando em escassez.

Segundo a Rissul, uma das maiores redes de supermercados da região, os setores de hortifruti e de limpeza de Sapucaia do Sul e de São Leopoldo estão sem produtos nesta segunda-feira e faltam itens como massas e cereais. Da mesma forma, o setor de carnes e congelados está quase sem produtos.

Em Novo Hamburgo, alguns supermercados Rissul já estão sem água mineral e em Campo Bom já não há mais água mineral em nenhuma unidade da rede. Já nos supermercados Macromix, da mesma rede administradora, além de água mineral, faltam produtos como arroz, feijão, sal, açúcar, óleo de soja, massa e farinha na região.

Em Portão, não há bebidas, frutas e verduras. Itens como cereais, água e leite também acabaram e o setor de carnes e congelados estão quase sem produtos. Na unidade Macromix de Canoas falta pão e leite.

A rede Macromix informa que os produtos faltantes nas cidades do Vale dos Sinos serão repostos na terça-feira. Para Canoas, porém, ainda não há previsão de reabastecimento. A distribuição está sendo feita por estradas alternativas.

Conforme o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, a obra na BR-116 está interrompida por tempo indefinido até que baixe o nível da água sobre a pista. A comunicação da prefeitura estima que os supermercados continuarão com dificuldades de abastecimento por mais de uma semana.

“Eles estavam em obra (na BR-116) na sexta-feira e no sábado e quando chegou a água eles desistiram. Hoje não tem como trabalhar na BR-116 aqui próximo do viaduto porque tem 2 m de água. E lá em Campina (bairro) a rodovia tem 1,20 m de água, então não tem trânsito nessa ponte. Nós vamos ter ainda uns dias meio longos para liberar essas pontes. A água tem que descer e a água tá descendo lentamente, isso que nos preocupa”, disse Vanazzi.

Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), recomenda que os moradores não façam estoque, para que não falte mantimentos para quem está necessitando. Ainda segundo a associação, o desabastecimento de alguns itens se dá exclusivamente por conta dos bloqueios nas rodovias e deve ser resolvido assim que as obras de reparo forem concluídas. Os supermercados também estão negociando rotas alternativas com seus fornecedores.

Produtos também faltam em cidades do centro e centro-oeste do Estado
Em Butiá, uma das cidades afetadas pelo bloqueio na BR-290, é possível que os estoques de leite e de água mineral se esgotem até o final de semana em alguns supermercados. Verduras e carnes, principalmente carne de porco, estão em falta na cidade.

“Para essa semana eu tenho leite e água mineral não é tanto que eu tenho tenho. Mas não dá até o fim de semana, eu acho. Quem quiser comprar vai ter que ser hoje ou amanhã porque o pessoal também tá levando para doar, né”, comentou Nilo Kern, gerente do supermercado Vebber.

As obras no trecho 132 da BR-290 começaram na quinta-feira da semana passada e seguem em andamento, com previsão de conclusão até o fim desta semana. Com a previsão de chuva, porém, o prazo pode se estender. Os postos de gasolina de municípios da região carbonífera já estão sem combustível.

Agudo e Faxinal do Soturno, no centro-oeste, por exemplo, foram afetadas pelos bloqueios ERS-348 e também por diversos estragos nas demais estradas de acesso aos municípios. Em Agudo, há relato de falta de água mineral, enquanto em Faxinal do Soturno começam a faltar laticínios e ovos.

“Água mineral na realidade terminou porque a cidade tá sem água desde segunda ou terça passada e até hoje ainda a gente não tem água potável”, disse Lisiane Friedrich, dona do supermercado SuperLis, em Agudo.

“Nós precisamos o quanto antes da entrada por São João do Polêsine. Precisamos de uma ligação que venha da Capital e uma ligação que venha de Santa Maria que daí nós resolvemos o problema de abastecimento. Hoje a mais fácil de reconstruir é a Ponte São João do Polêsine, onde foi só a cabeceira da ponte que caiu”, ressaltou Edson Salvieri, dono do supermercado Salvieri, em Faxinal do Soturno.

Segundo o prefeito de Faxinal do Soturno, a obra na ponte mencionada pelo supermercadista, que passa sobre o Rio Soturno, será iniciada nesta terça-feira, com previsão de encerramento em uma semana.

 

Correio do Povo

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