Procedimento é indicado a pacientes acima de 75 anos e com restrição para abertura do tórax. (Foto: Freepik)
Procedimento é indicado a pacientes acima de 75 anos e com restrição para abertura do tórax. (Foto: Freepik)

Hospitais gaúchos com atendimento pelo SUS realizarão cirurgia de válvula cardíaca com método menos invasivo

A exemplo de outros Estados, no Rio Grande do Sul os hospitais com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já se preparam para realizar cirurgias minimamente invasivas, com uso de cateter na substituição de válvula cardíaca lesionada.

O procedimento foi regulamentado em abril por meio de portaria do Ministério da Saúde e deve entrar em prática neste mês.

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Destinado a corrigir o fluxo sanguíneo comprometido, o método é indicado para idosos a partir dos 75 anos e com restrição para cirurgia convencional com abertura do tórax.

A técnica consiste na introdução de um tubo, de espessura bastante fina, através de pequena incisão – geralmente na artéria da virilha. Com apoio de imagens, o cirurgião conduz um dispositivo que possui em sua extremidade uma válvula artificial comprimida.

No local afetado, a prótese é então liberada, expandida e instalada, substituindo a válvula que sofreu lesão. O resultado é a correção do fluxo de sangue.

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Pesquisa

Em um estudo inédito no Brasil, o cirurgião cardiovascular e pesquisador gaúcho Rodrigo Saadi comparou durante quatro anos as duas formas de intervenção. A investigação científica examinou, entre 2019 a 2022, um total de 180 pacientes submetidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre a tratamento de estenose aórtica grave sintomática.

Um grupo de 65 doentes foi submetido ao procedimento minimamente invasivo, ao passo que os demais passaram por cirurgia convencional. Os resultados clínicos dos dois blocos foram semelhantes, mas o tempo de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi menor para o primeiro grupo: dois dias, em vez de três.

“Realizada com anestesia local, a técnica transcateter demanda menos dias de internação e a recuperação é mais rápida e confortável ao paciente”, ressalta o pesquisador e cirurgião cardiovascular Rodrigo Saadi, doutorando em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

As conclusões serão detalhadas por Saadi na próxima segunda-feira (9), em defesa de sua tese acadêmica. Especialistas de renome nacional estão escalados para a banca: Felipe Costa Fuchs (UFRGS), Marcelo Haertel Miglioranza (Hospital Mãe de Deus) e Dimytri Siqueira, do Instituto Dante Pazzanese de São Paulo.

(Marcello Campos)

 

osul.com.br

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