UTI Neonatal do Hospital Fêmina é fechada após morte de prematuro infectado por bactéria

Setor foi temporariamente fechado e isolado para conter infecção. Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória

Dos 34 pacientes internados, quatro testaram positivo para bactéria Acinetobacter baumannii.

Após a detecção de uma bacteria pan-resistente, identificada como Acinetobacter baumannii, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, a instituição fechou temporariamente a unidade para conter a infecção.

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A bactéria chegou a ser considerada uma das mais perigosas do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2024.

Conforme o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pelo hospital, 34 pacientes estavam internados na unidade e quatro testaram positivo para a presença da bactéria. Um bebê extremamente prematuro, que estava infectado morreu. Em nota, a instituição afirma ter acionado “imediatamente” todos os órgãos reguladores e de fiscalização.

A área foi totalmente isolada com restrição máxima e bloqueio de movimentações. Sobre o óbito registrado na UTI Neonatal, o GHC informou que a vítima nasceu de um parto de risco e em situação de prematuridade extrema.

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Outros três recém-nascidos que testaram positivo para a infecção estão sendo acompanhados por equipe exclusiva e foram mantidos em isolamento. O quadro de saúde é estável.

Os demais setores do hospital seguem em funcionalmento em atendimento às recomendações dos órgãos fiscalizadores e com o objetivo de garantir “que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fique sem atendimento ou exposta a situação de risco”, afirma a nota.

Os protocolos adotados pela instituição estão sendo acompanhados pelos serviços de regulação para a eventual transferência de casos graves que ingressarem no hospital.

Leia a íntegra da nota:

Equipes da UTI neonatal e controle de infecção do Hospital Fêmina detectaram a presença de uma bactéria pan resistente na UTI Neonatal no último dia 16/04.

Imediatamente, todos os órgãos reguladores e de fiscalização foram avisados (secretarias municipal e estadual de saúde e vigilância sanitária) e foram adotados os procedimentos de restrição máxima com isolamento total da área, bloqueio de movimentações, fechamento temporário para novas admissões e testes em todos os pacientes internados no setor.

Dos 34 pacientes internados, quatro testaram positivo. Infelizmente, um dos pacientes positivos veio a óbito. Ele nasceu de um parto de risco e em situação de prematuridade extrema, com 26 semanas.

Os outros três bebês positivos estão estáveis e isolados, sendo acompanhados por equipe exclusiva de cuidados, sem contato com outros setores.

As equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fique sem atendimento ou exposta a situação de risco.

O hospital segue monitorando com o protocolo de restrição máxima para partos de risco, sendo acompanhado pelos serviços de regulação para garantir que eventuais casos graves que buscarem o hospital sejam transferidos para outras unidades hospitalares.

 

Correio do Povo

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