Para a promotoria, trata de um agressor, de um violentador que possui uma habitualidade contra vítimas mulheres.
Anderson Ferreira Bandeira está preso preventivamente em razão do episódio de abril deste ano.
O bombeiro Anderson Ferreira Bandeira, 41 anos, preso em flagrante na última quarta-feira (22) após uma passageira denunciar ter sido importunada sexualmente dentro de um ônibus que saiu de Porto Alegre em direção a Dom Pedrito, já é réu na Justiça por um crime semelhante que teria ocorrido em 2021.
Segundo denúncia do Ministério Público, por volta da 1h15min de 10 de agosto de 2021, em um ônibus que fazia a mesma linha do caso deste mês, ele também teria tocado um dos seios de uma mulher sentada ao lado dele.
Na ocasião, a vítima só denunciou o ocorrido após a chegada do coletivo ao destino e, por isso, ele não foi preso em flagrante.
O promotor de Justiça de Bagé, Diogo Taborda, afirmou que há outra semelhança entre os casos: assim como no episódio de 2026, o bombeiro também estaria usando a farda do Corpo de Bombeiros Militar em 2021.
Segundo o promotor, a suspeita é de que o objetivo seria obter desconto na passagem e, ao mesmo tempo, evitar desconfiança por parte de passageiros e funcionários.
— Está muito claro que se trata de um agressor, de um violentador que possui uma habitualidade criminosa contra vítimas mulheres. Então, com certeza, isso pode ser levado em consideração até mesmo para exasperar a pena eventualmente aplicada neste processo — declarou o promotor.
O Ministério Público afirma ainda que Bandeira teria “comportamento reiterado na prática de crimes sexuais contra mulheres”.
O processo de 2021 ainda está em andamento e terá audiência de instrução em 13 de maio.
Caso de 2026
Diferentemente do caso de 2021, no episódio da última quarta-feira a vítima procurou o motorista após acordar sentindo-se tocada e apontar o bombeiro como autor.
O condutor estacionou o veículo e acionou a Brigada Militar, que o levou à delegacia de Cachoeira do Sul.
Ele foi autuado em flagrante por importunação sexual. A Justiça converteu a prisão em preventiva, sem prazo determinado, após analisar as provas.
Em depoimento, o soldado permaneceu em silêncio.
O Corpo de Bombeiros Militar foi questionado sobre qual sanção teria sido aplicada à Bandeira após o caso de 2021.
A instituição respondeu, por nota (leia a íntegra abaixo), que aguardava a conclusão do processo para as providências administrativas cabíveis. Disse, também, que ” o CBMRS não aplica sanções sem o devido respaldo legal”.
Fonte: Jornal Restinga












