Vigilância Sanitária interdita clínicas para dependentes químicos em Tramandaí

Na manhã desta quinta-feira, 18 de janeiro, a Vigilância Sanitária de Tramandaí, em conjunto com a Secretaria de Assistência Social e Guarda Municipal, realizou uma força tarefa em duas comunidades terapêuticas.

Situadas no município ambas foram autuadas e abertos processo administrativo sanitários sendo interditadas cautelarmente, por ausência de profissionais técnicos e inconsistência documental.

Os familiares e responsáveis dos internos foram comunicados para busca ou encaminhamento para outra comunidade.

O departamento sanitário encaminhou os procedimentos adotados aos demais órgãos de fiscalização (Ministério Público e Delegacia Civil) para conhecimento e fundamentação para demais procedimentos já adotados em outras ações.

As clínicas pertencem aos mesmos proprietários e em uma delas uma pessoa morreu em setembro do ano passado.

A família da vítima afirma que a causa seria uma medicação administrada sem autorização nem supervisão profissional.

A interdição tem prazo vigente enquanto não houver conclusão do processo administrativo sanitário e impede o ingresso de novos internos. Caso sejam comprovadas as irregularidades, os estabelecimentos podem perder suas autorizações para funcionamento.

A Polícia Civil mantém duas frentes de investigação sobre os empresários e funcionários da clínica. Um dos inquéritos averigua sobre a morte do interno em setembro de 2023.

O laudo do Instituto Geral de Perícia apontou a causa da morte como intoxicação exógena.

A polícia espera ouvir testemunhas que apontem se houve a administração de medicação calmante para a vítima dentro da unidade sem suporte de profissional de saúde. Três pessoas já prestaram depoimentos e outras serão ouvidas nos próximos dias.

A segunda investigação vai ouvir depoimentos de internos e funcionários sobre as supostas agressões e privação da liberdade. No sábado, 13 de janeiro, havia 51 pacientes no local, quando o alvará dos Bombeiros permite apenas 48. Nesta quinta-feira, eram 23.

Os demais, foram encaminhados por familiares para casa ou outras clínicas. Na ocasião, a Brigada Militar informou que os pacientes estavam aparentemente machucados.

A Polícia Civil não confirmou esta informação nesta quinta-feira. Os internos não foram encaminhados para atendimento médico.

A Polícia Civil informou que dois internos apontaram um monitor como autor de agressões e ele foi preso em flagrante.

A Justiça manteve a prisão em caráter preventivo pela suposta aplicação de castigos físicos contra internos.

 

JPN

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