O que esperar do nível do Guaíba após o 2º repique

Bairros como Cidade Baixa, Praia de Belas e Menino Deus, além da região do 4º Distrito, foram inundados pela cheia do Guaíba. (Foto: Alex Rocha/PMPA)

O nível do Guaíba chegou ao pico do segundo repique, em 4,32 metros, na sexta-feira (24), às 19h.

Ao longo do sábado, porém, ele voltou a diminuir. Às 16h, por exemplo, chegou a 4,10 metros, segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

Desde que a cheia começou, com as chuvas no fim de abril, essa foi a segunda vez que ocorreu um aumento no volume – a primeira ocorreu no último dia 13.

Ainda assim, o nível permanece bem acima da cota de inundação, de 3 metros. E algumas áreas da capital gaúcha que já haviam secado voltaram a registrar alagamentos ao longo dia, especialmente devido às ondas formadas pelos ventos do quadrante Sul, como mostrou a empresa de meteorologia MetSul.

Os especialistas da MetSul estimam que o nível deve permanecer elevado após esse 2º repique. “Choveu muito no final da semana na bacia do Jacuí, que é o principal rio contribuinte do Guaíba, com quase 200 mm no Vale do Rio Pardo (meio da bacia) e entre 80 mm e 130 mm nas nascentes no Norte do estado”, afirmam.

Além disso, outros rios que desaguam no Guaíba, como o Gravataí, também estavam elevados neste sábado. “Diante deste cenário, o Guaíba não apenas vai se manter muito alto por dias como a cheia não terminará tão cedo, devendo-se prolongar pelo mês de junho com áreas ainda inundadas em Porto Alegre no próximo mês”, dizem.

 

Alagamentos

As chuvas intensas dos temporais da última quinta-feira causaram o aumento do nível da água, que subiu por bueiros. Em resposta, a prefeitura decidiu fechar comportas com sacos de areia para evitar que a água do lago invadisse a cidade.

Algumas ruas de Porto Alegre seguem tomadas por lixos e entulhos, consequência do recuo do nível da água.

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) já retirou mais de sete mil toneladas de resíduos das ruas, entre móveis estragados, lodo acumulado e varrição, segundo a prefeitura, que faz este trabalho desde o dia 10.

Contudo, em algumas áreas da Capital, como na Zona Norte, a água ainda não baixou e os moradores não conseguem voltar para casa.

 

Números atuais

Dos 497 municípios no Estado, 469 foram atingidos pelas enchentes.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que a reconstrução das áreas afetadas deve levar de seis meses a um ano.

Conforme boletim da Defesa Civil divulgado às 18h desse domingo (26), o número de desalojados é 581.638, com 55.813 pessoas em abrigos, num total de 2.345.400 afetados. Foram registradas 169 mortes, 806 feridos e 56 desaparecidos.

 

osul.com.br

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