Segundo a nota divulgada pela Ecovias Sul, ele “foi resgatado com vida e consciente, e relatou que, ao manusear o rádio do veículo, não percebeu a redução de velocidade da via”.
O motorista que causou um acidente com 11 mortes na BR-116, em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul, estaria manuseando o rádio no momento da colisão, segundo relatório da Ecovias Sul, concessionária responsável pela rodovia e pelas equipes que atenderam a ocorrência.
Segundo a nota divulgada pela concessionária, ele “foi resgatado com vida e consciente, e relatou que, ao manusear o rádio do veículo, não percebeu a redução de velocidade da via. Em consequência, desviou o veículo para a pista contrária, vindo a causar a colisão”.
Ainda segundo a Ecovias, foram cerca de 10h de atendimento e 16 veículos da concessionária mobilizados, entre ambulâncias, guinchos e viaturas.
“As equipes da Concessionária Ecovias Sul foram acionadas para atendimento de um caminhão que estava parado sobre a faixa de rolamento. […] Com esse evento, começou a se formar uma fila de veículos sobre a pista. As equipes […] chegaram ao local e estavam fazendo o atendimento ao veículo com bloqueio e iniciando a sinalização do evento, quando, as 11:24 um veículo que se deslocava no sentido sul aparentemente não conseguiu parar no congestionamento”, diz o relatório da concessionária.
De acordo com a PRF, o tacógrafo do caminhão aponta que o veículo estava acima da velocidade permitida na rodovia.
“O tacógrafo apontava que, sim, que ele estava acima [da velocidade permitida pela rodovia. Os colegas conseguiram retirar o tacógrafo do caminhão ele estava acima. A velocidade permitida] era de 40 km/h, já que ali é um trecho em obras. No vídeo, dá para ver que estava acima”, afirma Laudson Viegas, responsável pela comunicação social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul
O caminhoneiro tem 25 anos e deve responder por homicídios culposos, conforme a Polícia Civil. O nome dele não foi divulgado.
🔎 Crimes culposos são aqueles cometidos sem intenção, por imprudência, negligência ou imperícia, ou seja, por descuido, falta de habilidade ou precipitação, gerando um resultado indesejado, mas previsível.
De acordo com o delegado César Nogueira, responsável pela investigação, o caminhoneiro foi interrogado na madrugada deste sábado (3) e “está muito abalado”. Detalhes do interrogatório não foram divulgados. Ele sofreu ferimentos leves no acidente e foi submetido ao teste do etilômetro, que não apontou consumo de álcool.
“A princípio, será responsabilizado por homicídio culposo, é o que a gente acredita, mas a gente precisa de todos os elementos para poder delimitar alguma culpa e entender se terá alguma responsabilização criminal”, explica o delegado Nogueira.
Os elementos necessários aos quais o delegado Nogueira se refere são os laudos periciais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Ele afirma que somente com “a união de todos os elementos” é que será possível verificar a dinâmica exata do acidente e “entendê-lo de forma técnica”, apesar de ter tido acesso ao vídeo que mostra o acidente (veja no começo da reportagem).
O ônibus intermunicipal saiu da rodoviária de Pelotas às 10h30 e tinha como destino São Lourenço do Sul, a cerca de 75 km de distância.
O acidente aconteceu por volta das 11h20, na altura do km 491. Conforme a Ecovias, empresa responsável pela administração da rodovia, o caminhão desviou para a contramão da estrada porque foi surpreendido por um congestionamento na rodovia.
Ao ingressar na pista contrária para evitar colidir contra os veículos parados, bateu no ônibus.
O inquérito policial do caso deve ser concluído em até 30 dias. O motorista do caminhão responde em liberdade pelos homicídios.
Fonte: Notícia na Tela












