Um dos maiores ícones do cinema francês, a atriz Brigitte Bardot morreu neste domingo (28) aos 91 anos.
A artista recentemente enfrentava problemas de saúde, chegando a ser internada em outubro deste ano em Toulon para passar por uma cirurgia.
Ela até chegou a visitar o Brasil em 1964, mais precisamente em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro –onde foi homenageada com uma estátua à beira mar.
A informação foi confirmada pela fundação criada pela própria intérprete, dedicada à defesa dos animais, em nota à imprensa.
“A Fundação Brigitte Bardot anuncia, com imensa tristeza, a morte de sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora de renome mundial, que escolheu abandonar sua prestigiada carreira para dedicar sua vida e sua energia à causa do bem-estar animal e à sua fundação”, afirmou a entidade.
Brigitte Bardot nasceu em Paris, em 28 de setembro de 1934, e rapidamente se tornou uma das faces mais emblemáticas do cinema europeu do pós-guerra. Ainda jovem, ela conquistou projeção internacional ao protagonizar E Deus Criou a Mulher (1956), filme dirigido por Roger Vadim (1928-2000) que redefiniu sua imagem pública e a transformou em símbolo de liberdade, sensualidade e ruptura de costumes..
Ao longo de aproximadamente duas décadas de carreira, Bardot participou de cerca de 50 produções e firmou seu nome em obras que atravessaram gerações. Nos anos 1960, consolidou seu prestígio artístico em filmes como A Verdade (1960), de Henri-Georges Clouzot (1907-1977), e O Desprezo (1963), dirigido por Jean-Luc Godard (1930-2022), dois títulos frequentemente associados ao auge de sua atuação dramática.
A atriz também esteve em produções de grande repercussão, como Viva Maria! (1965), ao lado de Jeanne Moreau (1928-2017), O Repouso do Guerreiro (1964), novamente sob a direção de Vadim, e As Petroleiras (1971), em que dividiu a cena com Claudia Cardinale (1938-2025).
Paralelamente ao cinema, Bardot manteve carreira como cantora e modelo, tornando-se uma das figuras mais fotografadas e comentadas de sua época. Chegou até a se lançar como cantora, obtendo considerável sucesso.
Em 1973, aos 39 anos, Brigitte Bardot decidiu se afastar definitivamente das telas.
A escolha marcou uma virada radical em sua trajetória pública: a atriz deixou o cinema para concentrar seus esforços na defesa dos animais, causa à qual passaria a dedicar sua vida e sua imagem internacional.
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