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Diretor do CFC Litoral Norte alerta para riscos nas novas regras da CNH em entrevista à Jovem Pan

As recentes mudanças nas regras para a obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) têm gerado debates entre profissionais do setor de trânsito.

Em entrevista à Jovem Pan, o diretor geral do CFC Litoral Norte de Osório, Patrick Pintos, manifestou preocupação com diversos pontos da nova resolução, especialmente no que diz respeito à formação de novos condutores.

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Segundo Patrick, ao menos três alterações chamam a atenção pela profundidade do impacto que podem causar na qualidade da formação de motoristas.

No método tradicional, o curso teórico exigia 45 horas de aula.

Com a nova regra, o tempo mínimo deixa de existir e passa a ser necessária apenas uma avaliação de conhecimento, a partir de um curso considerado básico.

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Outra alteração que preocupa é a redução das aulas práticas.

Antes, cada categoria exigia 20 horas de direção veicular.

Agora, apenas 2 horas são consideradas suficientes.

Além disso, deixa de ser obrigatório o uso de veículos de aprendizagem, com duplo comando de pedais — ferramenta fundamental para evitar riscos durante a instrução.

Com a nova resolução, o aluno poderá realizar as aulas com um instrutor autônomo, fora dos CFCs.

A entrevista também abordou a renovação automática da CNH para motoristas que não tenham recebido qualquer pontuação nos últimos 12 meses.

Para Patrick, a medida ignora importantes fatores ligados à condição física, motora e psicológica do condutor ao longo dos anos.

Outro ponto de impacto é a ampliação da exigência do exame toxicológico, antes obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E, e que agora passa a ser exigido também para as categorias A e B.

Patrick acredita que muitas das alterações devem ser revistas em breve, considerando os reflexos diretos que poderão causar no trânsito.

“Muitas pessoas veem apenas a questão da redução de preço, que eu não discordo, mas educação no trânsito salva vidas. Daqui alguns meses ou anos veremos que esse projeto não é favorável para ninguém. Essas alterações vão vir para mudar o trânsito, e eu penso que para um lado ruim”, concluiu.

 

Lucas Filho

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