Rainha e Princesas da Nacional da Uva 2026.
Rainha e Princesas da Nacional da Uva 2026.

COMEÇOU A FESTA NACIONAL DA UVA 2026

A Festa Nacional da Uva não é apenas um evento no calendário de Caxias do Sul; ela é um capítulo vivo da história do Rio Grande do Sul, pulsando no presente com raízes profundamente fincadas no passado.

Cada edição renova um pacto coletivo com a memória, com o trabalho e com a identidade de um povo que transformou a terra dura da Serra Gaúcha em símbolo de prosperidade, cultura e pertencimento.

INFORME PUBLICITÁRIO


Corretor Fortes – O Seu corretor de Imóveis do Litoral e Serra Gaúcha
Encontre seu próximo imóveI
Imóveis atualizados diariamente — acesse clicando na imagem.

👉 Confira nossa lista de imóveis no Instagram 👇

Em 2026, ao abrir seus portões entre os dias 19 de fevereiro e 8 de março, a Festa da Uva reafirma seu papel como a maior celebração da herança ítalo-gaúcha no Brasil, unindo história, emoção e futuro em um mesmo espaço simbólico.

A origem da Festa Nacional da Uva remonta a 1931, quando Caxias do Sul ainda consolidava sua vocação agroindustrial e buscava afirmar a qualidade de sua produção vitivinícola.

Idealizada em um contexto de afirmação econômica e cultural, a festa nasceu como vitrine do esforço dos colonos, mas rapidamente se tornou um ritual coletivo de reconhecimento social.

INFORME PUBLICITÁRIO


 

 


 

Não se celebrava apenas a uva; celebrava-se a vitória da persistência humana sobre as adversidades naturais, econômicas e sociais enfrentadas desde a chegada dos imigrantes italianos à região.

Os primeiros imigrantes que chegaram à Serra Gaúcha, a partir de 1875, encontraram uma paisagem distante da promessa de abundância divulgada pelos agentes de colonização.

Mata fechada, relevo acidentado e isolamento geográfico marcaram as primeiras décadas de ocupação. Foi nesse cenário que a uva, inicialmente cultivada para subsistência, tornou-se gradualmente um eixo estruturante da economia local.

A Festa da Uva surge, portanto, como consequência direta desse processo histórico de adaptação, resistência e transformação.

Ao longo das décadas, a Festa Nacional da Uva evoluiu, acompanhando as mudanças sociais, tecnológicas e culturais do Rio Grande do Sul.

O que começou como uma exposição agrícola ganhou dimensão cívica, turística e simbólica. Cada edição passou a refletir o espírito de seu tempo, sem jamais romper com a essência original: homenagear o trabalho do colono, a centralidade da família, a fé, a cooperação comunitária e o orgulho de pertencer à Serra Gaúcha.

Em 2026, a Festa da Uva assume um caráter ainda mais emblemático ao marcar 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul e 95 anos de existência da própria festa.

Trata-se de uma edição carregada de significado histórico, em que passado e presente dialogam de forma intensa.

Cada detalhe do evento — da arquitetura dos pavilhões às apresentações artísticas — é pensado como narrativa viva dessa trajetória coletiva que moldou Caxias do Sul e influenciou profundamente a identidade gaúcha.

Os desfiles cênicos musicais, realizados tradicionalmente na Rua Sinimbu, são um dos momentos mais emblemáticos da festa.

Eles funcionam como verdadeiros livros abertos da história regional, onde carros alegóricos, figurantes e coreografias contam, em linguagem visual e emocional, a saga da imigração, o cotidiano das colônias, os ciclos do trabalho agrícola e a formação da cidade.

Não são apenas desfiles; são aulas públicas de história, acessíveis, sensíveis e profundamente identitárias.

A gastronomia ocupa um lugar central na Festa Nacional da Uva, pois é através do alimento que a memória afetiva se manifesta com maior intensidade.

O café colonial, o pão caseiro, os embutidos, os queijos, as massas, o vinho e o suco de uva carregam sabores que atravessam gerações.

Cada prato servido é herdeiro direto das cozinhas coloniais, onde a comida era expressão de afeto, partilha e sobrevivência em tempos difíceis.

A distribuição gratuita de uvas durante a festa possui um simbolismo profundo.

Ela representa a abundância conquistada pelo trabalho coletivo e a democratização do fruto que deu origem a tudo.

O gesto de oferecer a uva ao público não é mero entretenimento; é um ritual de generosidade, um reconhecimento de que a prosperidade só faz sentido quando compartilhada com a comunidade e com os visitantes que ajudam a manter viva essa tradição.

A Exposição de Uvas, com seus cachos meticulosamente avaliados, é um espaço onde técnica, ciência e tradição se encontram.

Os produtores competem não apenas por prêmios, mas por reconhecimento simbólico de excelência.

Cada cacho exposto é resultado de conhecimento transmitido entre gerações, adaptado às novas tecnologias e às exigências contemporâneas de qualidade, sustentabilidade e inovação.

O Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, conhecido como Pavilhões da Festa da Uva, é mais do que um local físico; é um território simbólico.

Situado em ponto elevado, com vista panorâmica da cidade, ele abriga não apenas a festa, mas também monumentos que dialogam com a espiritualidade, a memória e o futuro.

Ali, o sagrado e o profano convivem, refletindo a complexidade da identidade serrana.

A Festa Nacional da Uva sempre foi palco de pioneirismos. Em 1972, entrou para a história da comunicação brasileira ao sediar a primeira transmissão de televisão em cores no país.

Esse episódio evidencia como o evento ultrapassa os limites regionais, projetando Caxias do Sul e o Rio Grande do Sul para o cenário nacional, como referência cultural, tecnológica e organizacional.

Ao tornar-se bienal, a festa passou a concentrar ainda mais expectativas e significados.

Cada edição é aguardada como um reencontro coletivo, um momento em que a cidade se reconhece em seus símbolos, em sua história e em sua gente.

Em 2026, essa expectativa é amplificada pelo caráter comemorativo e pelo contexto histórico singular que envolve a edição.

A presença do público, tanto local quanto visitante, transforma a Festa da Uva em um espaço de diálogo intercultural.

Pessoas de diferentes regiões do Brasil e do mundo entram em contato com a cultura gaúcha em sua expressão mais genuína, desmistificando estereótipos e compreendendo a profundidade histórica que sustenta cada manifestação cultural apresentada.

A música, a dança e as apresentações artísticas são expressões fundamentais desse patrimônio imaterial.

Grupos folclóricos, corais, bandas e artistas contemporâneos dividem o mesmo espaço, demonstrando que tradição e modernidade não são opostas, mas complementares.

A Festa da Uva ensina que preservar não significa congelar, mas reinterpretar continuamente.

Em 2026, a festa também se apresenta como espaço de reflexão sobre o futuro da vitivinicultura e da agroindústria regional. Sustentabilidade, inovação tecnológica, novas formas de produção e desafios climáticos são temas que permeiam exposições, palestras e experiências interativas, conectando o legado do passado às demandas do presente e às responsabilidades do futuro.

A memória da imigração italiana, celebrada nesta edição, não é romantizada de forma ingênua.

A festa reconhece os sacrifícios, as perdas e as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes, valorizando sua resiliência sem apagar os conflitos e contradições do processo histórico. Essa abordagem madura fortalece a autenticidade do evento.

A figura do colono, central na narrativa da Festa da Uva, representa valores que transcendem o contexto agrícola.

Trabalho, fé, solidariedade, perseverança e vínculo comunitário são princípios que moldaram a sociedade serrana e continuam a orientar sua identidade contemporânea.

A festa funciona como espelho desses valores, reafirmando-os diante das transformações do mundo moderno.

Cada edição da Festa Nacional da Uva também deixa um legado material e imaterial para a cidade.

Infraestrutura, memória coletiva, fortalecimento do turismo e reafirmação cultural são heranças que permanecem muito além do encerramento oficial do evento.

Em 2026, esse legado ganha ainda mais relevância pela dimensão histórica celebrada.

O início da Festa Nacional da Uva é sempre marcado por um sentimento coletivo de pertencimento.

O céu azul, a luminosidade intensa, o som dos aplausos e o perfume da uva madura criam uma atmosfera que ultrapassa o sensorial e atinge o emocional.

É um momento em que Caxias do Sul se reconhece em sua própria história.

A participação popular é elemento essencial para a vitalidade da festa.

Não há espectadores passivos; todos são convidados a vivenciar, experimentar e sentir. Essa característica transforma o evento em uma celebração verdadeiramente democrática, onde a cultura não é exibida, mas compartilhada.

Ao longo de seus 95 anos, a Festa da Uva consolidou-se como símbolo de continuidade histórica. Em um mundo marcado pela efemeridade, ela se mantém como referência de permanência, mostrando que tradições podem se renovar sem perder sua essência.

A edição de 2026 reafirma a Festa Nacional da Uva como patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. Mais do que um evento, ela é uma narrativa coletiva que se reescreve a cada geração, mantendo vivos os vínculos entre passado, presente e futuro.

Celebrar a Festa da Uva é celebrar o próprio Rio Grande do Sul em sua diversidade cultural, econômica e histórica.

É reconhecer a contribuição dos imigrantes italianos para a formação do estado, sem esquecer o diálogo com outras matrizes culturais que também compõem essa identidade plural.

O início da festa marca, simbolicamente, a abertura de um tempo especial, em que o cotidiano dá lugar à celebração, à memória e ao encontro. É um convite para desacelerar e olhar para trás, compreendendo o caminho percorrido até aqui.

A Festa Nacional da Uva 2026 reafirma que a história não está apenas nos livros, mas também nas ruas, nos gestos, nos sabores e nas celebrações coletivas.

Ela prova que a cultura vive quando é praticada, sentida e compartilhada.

Ao caminhar pelos pavilhões, o visitante não percorre apenas um espaço físico, mas uma linha do tempo que conecta gerações. Cada detalhe carrega significado, cada símbolo remete a uma história maior que o indivíduo.

O caráter educativo da festa é inegável.

Crianças, jovens e adultos aprendem, de forma sensível e envolvente, sobre a formação da Serra Gaúcha, sobre o valor do trabalho agrícola e sobre a importância da preservação cultural.

A Festa da Uva também funciona como um ritual de reafirmação identitária em tempos de globalização.

Ao celebrar o local, ela dialoga com o global, mostrando que identidades fortes não se perdem no mundo contemporâneo, mas se fortalecem.

Em 2026, a festa se apresenta como um espaço de esperança, onde a memória do passado inspira a construção de um futuro mais consciente, solidário e sustentável para a região e para o estado.

O início da Festa Nacional da Uva é, portanto, mais do que a abertura de um evento; é a renovação de um compromisso histórico com a cultura, com a memória e com o povo que construiu Caxias do Sul.

É nesse espírito que a Festa da Uva 2026 se inicia, convidando todos a celebrar não apenas a uva, mas a história viva de um povo que transformou desafios em identidade e trabalho em cultura.

 

Rainha da Festa Nacional da Uva 2026
-Elisa dos Santos Pereira D’Mutti – representando a SER Caxias e Vinhedos Papeis

 

Princesas da Nacional da Uva 2026
-Júlia Dalegrave Scopel – representando o Recreio da Juventude
-Letícia Comin da Silva – representando a da CDL Caxias, Sindigêneros Caxias e Sindilojas Caxias

 

Imagem criada com auxílio de IA para fins culturais (ilustrativa).

 

Fonte: bairrismogaucho

Relacionados

Continue Lendo ...

Quer ficar por dentro sobre as principais notícias do Brasil e do mundo? Siga o Serra e Litoral nas principais redes sociais. Estamos no Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. Tem também o nosso grupo do Telegram e Whatsapp.

Fonte de dados meteorológicos: 30 tage wettervorhersage

Receba as principais notícias do Portal Serra e Litoral no seu WhatsApp

Publicidade

Cabana para Locação
na Praia de Atlântida Sul

Gramado e Canela
voz
Logo Serra e Litoral
Osório na Web

@ Portal Serra e Litoral O Resumão de todos Todos os direitos reservados