Atividades que fortalecem a cooperação, o autocuidade e o contato direto dos estudantes com a natureza acontecem a partir de segunda-feira (15) na Casa da Juventude, em Caxias do Sul.
Convivência, natureza, autonomia e vínculos que atravessam gerações.
O Colégio Anchieta, de Porto Alegre, prepara mais uma edição do Projeto Vila Oliva de Férias, que neste ano chega com novidades para os estudantes do 4º e 5º anos: programação ampliada, dois pernoites e mais vagas disponíveis.
As atividades ocorrerão em 15, 16 e 17 de dezembro para os alunos do 4º ano, e em 18, 19 e 20 de dezembro para os estudantes do 5º ano, na tradicional Casa da Juventude Joanin Rosseti, localizada no distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul.
O espaço é símbolo de pertencimento para milhares de anchietanos desde 1946. Na era digital, a iniciativa proporciona uma vivência educativa longe das telas, fortalecendo a convivência, o autocuidado, a cooperação e o contato direto com a natureza. Em 2025, cada grupo contará com 70 estudantes, sendo 35 meninas e 35 meninos.
“A ampliação do tempo de estadia, agora com duas noites, vai permitir uma experiência ainda mais profunda. Eles serão acompanhados por professores e educadores especializados em escotismo, atividades colaborativas e recreação”, explica Tatiane Ayala, coordenadora da Unidade de Ensino Fundamental I.
A estrutura, renovada nos últimos anos, inclui ginásio de esportes, piscina, sala de jogos, trilhas, áreas para convivência e espaços de contato com animais, como ovelhas, coelhos e galinhas.
A programação contempla atividades desde o início da manhã até a noite: tarefas de organização dos dormitórios, preparação de refeições, caminhadas, gincanas, desafios e momentos de reflexão. Tudo orientado pelas preferências apostólicas da Rede Jesuíta de Educação e pela proposta pedagógica do colégio.
“A Vila Oliva nos permite trabalhar competências socioemocionais e a excelência humana. Lá, os estudantes aprendem a resolver conflitos, colaborar, cuidar de si e se responsabilizar pelo ambiente”, destaca Tatiane. De acordo com ela, a iniciativa promove uma desconexão das telas para uma reconexão consigo mesmo, com o outro e com a natureza.
Vínculos que atravessam gerações
A tradição da Vila Oliva marca profundamente a trajetória dos estudantes e, muitas vezes, retorna em formato de legado familiar. É o caso da ex-aluna Carolina Etzberger, da turma de 1992, que hoje vê seus filhos repetirem o caminho que a marcou décadas atrás.
“Esse negócio de ‘ex-anchietana’ não existe. Uma vez anchietana, sempre anchietana”, brinca ela, que visitou a Vila Oliva pela primeira vez em 1985, quando estava no 4º ano. A partir dali, não parou mais: participou como estudante e foi monitora convidada. Já adulta, seguiu frequentando o espaço com grupos de ex-alunos e, mais recentemente, com a própria família. Seu filho Bernardo, hoje no 5º ano, fará em dezembro sua sexta viagem à Casa da Juventude.
Para Carolina, a experiência, que já era marcante em sua infância, tornou-se ainda mais necessária para as crianças de hoje. “Na minha época a gente batia a porta de casa e ia brincar na rua. Hoje isso não é mais possível. A Vila Oliva oferece a eles liberdade com segurança. Eles ganham autonomia e independência, cuidam dos seus pertences, arrumam a própria cama, aprendem a respeitar horários e convivem com colegas de diferentes turmas”, afirma.
Colégio Anchieta












