Centro de acolhimento passa a receber desabrigados das enchentes, em Canoas

Centro Recomeço poderá abrigar cerca de 630 pessoas. - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

O espaço recebeu o nome de “Recomeço” e servirá para atendimento a famílias que perderam suas casas nas enchentes de abril e maio no RS.

O governo do Estado inaugurou, nesta quinta-feira (4), às 9h, o primeiro CHA (Centro Humanitário de Acolhimento), em Canoas, na Região Metropolitana.

O espaço recebeu o nome de “Recomeço” e servirá para atendimento a famílias que perderam suas casas nas enchentes de abril e maio no Rio Grande do Sul.

O local fica na avenida Guilherme Schell, nº 10.470, próximo à passarela da Refap (Refinaria Alberto Pasqualini) e tem 30 mil metros quadrados. Segundo o governo, a preparação do terreno começou em 4 de junho, e a montagem das unidades habitacionais pelo Exército em 17 de junho.

No Recomeço, cerca de 630 pessoas ficarão abrigadas em 126 casas modulares.

Cada uma delas tem 17 metros quadrados e pode receber até cinco pessoas.

Conforme o governo do Estado, elas estão equipadas com beliches, cama de casal e berços, conforme a necessidade de cada família.

As famílias, que estavam abrigadas nas dependências da Universidade Ulbra, Clube Fênix e Sesi Cachoeirinha, entrarão de maneira gradativa, já a partir do primeiro dia.

Assim, os primeiros 500 acolhidos, que também incluirão mães solo e homens solteiros, chegarão até 10 de julho. Sua lotação total, com 630 pessoas, deve estar completa até 15 de julho.

Dessa forma, o governo considera que esse processo gradativo permite um acolhimento mais próximo e atento da população.

“O espaço conta com banheiros, refeitório, lavanderia coletiva, berçário, fraldário, posto médico, policiamento 24h, ambientes multiuso e espaços para crianças e para animais de estimação. Tem, ainda, serviços de água, saneamento, energia elétrica e wi-fi gratuita. Também haverá assistência médica e social e atividades de integração. Além disso, as crianças receberão apoio psicológico e acompanhamento por psicopedagogos e pediatras especializados em desenvolvimento infantil”, diz o comunicado do governo.

 

Critérios adotados para acolhimento
  • Se a família é monoparental (se possui filhos e apenas um dos pais);
  • Se há idosos na família;
  • Se há pessoas com deficiência (PcD);
  • Se há gestantes na família;
  • Se há pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) na família;
  • Número de membros da família;
  • Especificidades de cada família, a fim de assegurar o acolhimento adequado às mais vulneráveis.

 

Segurança

O Centro terá um posto da Brigada Militar 24h/dia. Além disso, a SMSP (Secretaria Municipal de Segurança Pública) de Canoas será a responsável pelas câmeras do circuito interno de monitoramento conectadas ao CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) e também pela vigilância privada.

O local dispõe também do serviço da GM (Guarda Municipal) para resposta imediata às demandas de emergência pelo telefone 153.

 

Transporte

De acordo com a SMTM (Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade) de Canoas, a linha de ônibus Morart atenderá o Centro Recomeço, no bairro São Luís. Em Canoas, o passe livre nas linhas municipais permanece em vigor.

 

Espaço para animais

Haverá um ponto de apoio para que as famílias possam deixar os seus animais de estimação durante a noite e também quando estiverem fora do Centro.

Seguindo orientações técnicas, o local tem divisórias de madeira para evitar que os cães fiquem estressados ou latindo ao verem uns aos outros.

Além disso, terá uma área ao ar livre, com cercamento, para que os animais possam brincar e passear com seus tutores durante o dia.

 

Planejamento e gestão

O governo do Estado é o responsável pelo planejamento, com o GVG (Gabinete do Vice-Governador) à frente da coordenação.

A iniciativa faz parte do Plano Rio Grande, criado pelo governo para planejar a reconstrução do Estado após as enchentes.

O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac financiou a instalação de estruturas provisórias e a gestão do Centro. Esta será realizada pela Agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para as Migrações (OIM).

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) doou as casas modulares, e cerca de 50 militares da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, realizaram a montagem dessas unidades.

A Prefeitura de Canoas auxiliará na prestação de serviços, além de ter providenciado as instalações hidrossanitárias e a distribuição de pontos de luz para os ambientes externos.

O Centro recebeu também doações de empresas privadas e organizações, como a Oi S.A., Whirlpool Corporation, Cordeiro Kids e Movimento União BR.

 

Correio do Povo

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