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Dia Mundial da Tuberculose reforça importância do diagnóstico precoce e adesão ao tratamento

Celebrado em 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose chama a atenção para uma doença infecciosa que, apesar de ter tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ainda representa um importante problema de saúde pública.

A tuberculose tem cura, mas o diagnóstico precoce e a adesão correta ao tratamento são fundamentais para interromper a transmissão e evitar complicações.

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Dados oficiais reforçam o cenário preocupante. No Brasil, de acordo com o Boletim Epidemiológico Tuberculose, do Ministério da Saúde, foram registrados 85.936 casos novos da doença em 2024. Em relação à mortalidade, o levantamento aponta que, no mesmo ano, ocorreram mais de seis mil óbitos no país.

A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença atinge principalmente os pulmões, que é a forma mais comum, mas também pode comprometer outros órgãos, como rins, ossos e as membranas que envolvem o cérebro.

A professora do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Fundatec, Patrícia do Nascimento, explica que mesmo sendo uma doença conhecida há séculos, a tuberculose ainda se mantém como desafio. “A tuberculose ainda representa um importante problema de saúde pública devido à grande prevalência de portadores do bacilo, ao movimento global de pessoas, às condições socioeconômicas que geram vulnerabilidade social, à baixa adesão ao tratamento e ao preconceito”, destaca. Segundo ela, fatores como pobreza, desnutrição, moradias precárias, superlotação, além da coinfecção com HIV, contribuem para o aumento dos casos e da mortalidade.

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A forma pulmonar da doença apresenta sintomas característicos que devem servir de alerta. Entre eles estão tosse persistente e produtiva por três semanas ou mais, febre no final do dia, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço.

Patricia orienta que a população procure atendimento sempre que houver tosse por pelo menos três semanas. Em alguns grupos, a investigação deve ocorrer com qualquer tempo de tosse. É o caso de pessoas que tiveram contato com pacientes com tuberculose, pessoas vivendo com HIV, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua, indígenas, profissionais de saúde, imigrantes e refugiados.

A transmissão da tuberculose acontece exclusivamente por via aérea. O contágio ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ou laríngea, na fase ativa da doença, tosse, espirra ou fala, liberando no ambiente partículas microscópicas que podem permanecer suspensas no ar por horas, principalmente em locais fechados e pouco ventilados.

Por isso, ambientes ventilados e o uso de máscara nos primeiros dias de tratamento são medidas importantes para reduzir o risco de transmissão.

 

 

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é considerado uma das principais estratégias de controle da doença. “Poucos dias após o início do tratamento ocorre a interrupção da transmissão, evitando a contaminação de outras pessoas”, explica Patrícia.

Ela acrescenta que quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura sem sequelas. Por isso, adiar a busca por atendimento pode levar ao agravamento do quadro, disseminação do bacilo para outros órgãos e até ao desenvolvimento de formas resistentes da doença. Um paciente com tuberculose ativa e não tratada pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas por ano.

O tratamento é realizado, na maioria dos casos, de forma ambulatorial, com uso diário de medicamentos por, no mínimo, seis meses. Nos primeiros 15 dias, o paciente deve permanecer em casa, em ambiente ventilado, evitar contato com outras pessoas e usar máscara ao precisar sair, especialmente para buscar atendimento de saúde. Não é necessário separar talheres ou roupas, pois a transmissão não ocorre por objetos.

Segundo ela, interromper o tratamento antes do tempo pode levar à tuberculose multirresistente, que exige medicamentos mais fortes, por até dois anos, e apresenta menores chances de cura.

No Dia Mundial da Tuberculose, Patrícia ressalta que a doença tem cura e o tratamento é gratuito no Brasil, além de destacar a necessidade de enfrentar o estigma: “É essencial que as pessoas deixem o preconceito de lado, busquem atendimento médico e incentivem quem apresenta sintomas a procurar o serviço de saúde.”

 

Fundatec

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