No Litoral Norte, MPRS lança Mapa Interativo da Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência.
Ferramenta está sendo apresentada durante ações de verão em meio ao aumento de feminicídios no Estado.
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Em meio às ações realizadas no Litoral Norte durante o verão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) está lançando uma nova ferramenta para fortalecer a rede de proteção às mulheres: o Mapa das Redes de Atendimento.
A novidade foi apresentada neste sábado, em Torres, durante a participação da instituição na Arena Record Guaíba.
A iniciativa ocorre em um momento delicado no Estado, que soma uma série de feminicídios Neste início de ano.
Segundo a promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAOEVCM), Ivana Battaglin, a presença no litoral também busca ampliar o acesso à informação e ao acolhimento. “A ideia de trazer o ônibus para a praia é dar visibilidade ao trabalho do Ministério Público. Muitas pessoas ainda não têm a dimensão de quão ampla é a nossa atuação”, afirmou.
A principal novidade apresentada, que está sendo lançada pelo MPRS, é o Mapa das Redes.
A ferramenta, que estará disponível a partir de segunda-feira, permite que qualquer pessoa consulte, de forma simples e interativa, os serviços disponíveis em cada município do Rio Grande do Sul para atendimento a mulheres em situação de violência.
“Se uma mulher precisa de atendimento em uma cidade específica, ela clica no mapa, dá zoom e ali aparecem todos os serviços disponíveis: promotorias, juizados de violência doméstica, defensoria pública, delegacias, patrulha Maria da Penha, centros de referência da mulher, CREAS, CRAS, com endereço, telefone e e-mail”, explicou a promotora.
Segundo ela, o sistema será constantemente atualizado pela equipe do Centro de Apoio, já que a estrutura das redes pode mudar conforme a gestão municipal ou a criação de novos equipamentos. “É mais um mecanismo para que as mulheres saibam onde podem buscar ajuda”, destacou.

Violentômetro e plano de segurança
Durante as ações no litoral, o Ministério Público também distribui materiais informativos, como o “violentômetro”, que apresenta uma escala de comportamentos abusivos — dos sinais iniciais até o feminicídio. “O feminicídio é a ponta do iceberg. Nenhuma mulher começa sofrendo a violência mais grave. Antes disso, há uma escalada de comportamentos que muitas vezes são naturalizados”, alertou Ivana.
Ela citou exemplos como controle excessivo, ciúmes tratados como “prova de amor”, humilhações e restrições ao convívio social. “São situações que, por vezes, a mulher nem percebe que configuram violência”, disse.
Outro material apresentado é o plano de segurança para vítimas de violência doméstica, com orientações práticas para quem ainda não conseguiu sair da relação abusiva ou já possui medida protetiva.
O conteúdo aborda desde a organização de documentos e contatos de confiança até cuidados em caso de risco iminente.
Segundo a promotora, a presença no Litoral Norte durante o verão busca aproximar a instituição da população, inclusive de pessoas que moram em outras regiões do Estado e estão temporariamente na praia. “O Ministério Público é um só e está em todo lugar. Quando grande parte da população vem para o litoral, nós também precisamos estar aqui”, afirmou.
Além do atendimento no ônibus itinerante, todas as comarcas contam com promotorias de Justiça, e o Estado possui nove Centrais de Acolhimento às Vítimas.
Os espaços oferecem atendimento psicossocial e encaminhamento à rede de proteção.
Em situações de emergência, a orientação segue sendo acionar a Brigada Militar pelo 190.
Já para denúncias e orientações, as mulheres podem buscar delegacias, defensoria pública, promotorias ou acessar o novo mapa digital para localizar o serviço mais próximo.
Correio do Povo












