Uma piranha da espécie palometa foi pescada neste sábado (17) no arroio que liga a Lagoa dos Barros, em Osório.
O animal foi capturado por um pescador local no ponto conhecido como “sangradouro”, área tradicionalmente utilizada por pescadores da região.
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Esta não é a primeira vez que exemplares da espécie são encontrados no local.
Em 16 de dezembro do ano passado, outras piranhas da mesma espécie já haviam sido pescadas no mesmo trecho do arroio. Um fator que chama atenção é a semelhança nas condições climáticas entre os dois episódios: em ambas as ocasiões, houve forte chuva no dia anterior à captura.
De acordo com especialistas, o aumento do nível da água provocado por chuvas intensas pode interligar arroios, lagoas e outros corpos d’água, facilitando a dispersão da espécie para áreas onde ela não é comum. Esse fenômeno pode explicar a presença recorrente da palometa na região.
Apesar da fama associada às piranhas, a palometa não oferece riscos diretos aos seres humanos.
No entanto, trata-se de uma espécie predadora, o que acende um alerta para possíveis impactos ambientais.
O peixe é piscívoro — alimenta-se de outros peixes — e apresenta comportamento agressivo, características que podem levar à redução de populações de espécies nativas.
A ocorrência reforça a importância do monitoramento da fauna aquática, especialmente após períodos de chuvas intensas, para avaliar possíveis desequilíbrios ecológicos e orientar ações de preservação ambiental na região.
Lucas Filho














