Preso suspeito de esquartejar mulher e deixar corpo em mala. | Foto: PC / CP
Preso suspeito de esquartejar mulher e deixar corpo em mala. | Foto: PC / CP

Preso suspeito de esquartejar mulher e deixar corpo dentro de mala em Porto Alegre

Polícia Civil divulgou informação em coletiva nesta sexta-feira.

Foi detido o suspeito de esquartejar uma mulher e deixar o tronco dela em uma mala na rodoviária de Porto Alegre.

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A Polícia Civil divulgou a informação nesta sexta-feira, em coletiva.

O preso já tinha antecedentes criminais.

O preso foi identificado como o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos. Ele foi detido em uma pousada no bairro São João.

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A captura ocorreu após a divulgação de imagens, captadas por uma câmera de segurança na rodoviária, em que o homem aparece usando boné, luvas e máscara cirúrgica.

O registro mostra que a bagagem foi deixada no guarda-volumes do estabelecimento na noite de 20 de agosto, às 20h12min.

Na data, o homem fez cadastro no sistema e disse aos funcionários que outra pessoa buscaria o item, o que não ocorreu.

O tronco deixado na rodoviária tem o mesmo DNA dos restos mortais localizados no bairro Santo Antônio, na zona Leste, em agosto.

A comprovação ocorreu graças ao trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

A investigação aponta que a vítima morreu no dia 9 de agosto. Quatros dias depois, teve pernas e braços deixados em um saco de lixo no bairro Santo Antônio, na zona Leste.

Em 20 de agosto, a mala com o tronco foi deixada no guarda-volumes da rodoviária, em nome e endereço de uma pessoa que trabalha em um escritório de contabilidade, em Canoas, mas que nada tem a ver com o suspeito.

“Ele tem capacidade intelectual acima da média e trata as pessoas de forma gentil. É um homem dissimulado. Ele quis se expor ao deixar parte de um corpo na rodoviária, porque acreditava que jamais seria capturado. A intenção era manipular as autoridades, tanto que fez denúncias falsas após o crime”, afirmou o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Souza acrescentou que o homem planejava fugir do país. Depois, também planejava atentar contra a própria vida.

“Ele planejou todos os atos. Achava que estaria no controle de tudo, inclusive das autoridades. Quando desconfiou que seria preso, após o exame de DNA da vítima, quis sair do país e atentar contra si mesmo”, disse o diretor do DHPP.

 

Quem era  vítima

Foi identificada como Brasilia Costa, de 65 anos, a vítima de esquartejamento.

Ela trabalhava como manicure e era natural de Arroio Grande. O irmão dela atua como sargento da Brigada Militar, em Jaguarão.

A mulher era vizinha do criminoso, quando ele ainda residia em uma pousada no bairro São Geraldo.

Os dois mantinham relacionamento amoroso há seis meses.

Após o crime ele se mudou para uma pousada no bairro São João, onde foi preso.

Segundo a investigação, também após o crime, o homem utilizou o celular da namorada para mandar mensagens aos parentes dela e fingia ser a mulher. Por isso, o desaparecimento não foi registrado.

 

Motivação financeira

O titular interino da 2ª DHPP afirmou que o preso estava foragido desde abril do ano passado. Nesse intervalo de tempo, era sustentado com a ajuda da namorada, apesar de ter formação como publicitário.

A suspeita é que o crime tenha sido cometido por motivação financeira.

“Acreditamos que o criminoso agiu com motivações financeiras. Ele estava foragido, ou seja, em uma situação complicada para ganhar dinheiro. Sabemos que a mulher fez transferência de valores ao companheiro durante todo o relacionamento. Além disso, depois do crime, o homem ainda realizou saques bancários com os cartões da vítima”, destacou o titular da 4ª DHPP.

 

Condenação por morte de mãe

O mesmo preso foi condenado, em 2018, a 28 anos de reclusão por matar e concretar a própria mãe, em 2015, no bairro Mont’Serrat. Conforme o Ministério Público, a motivação desse crime foi, também, econômica.

“A vítima usufruía do seguro de vida do falecido marido, no valor de R$ 400 mil, do qual o filho se apossou após o crime. Ela foi morta com 13 facadas nas costas”, destacou o MP, na época dos fatos.

No julgamento, o réu confessou que ocultou o cadáver, mas negou a morte. Segundo ele, a mãe se suicidou. Jardim foi considerado culpado por três crimes: homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma.

Em 2024, progrediu ao regime semiaberto, sendo considerado foragido desde abril do mesmo ano.

 

Correio do Povo

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