A Câmara de Vereadores de Osório sediou nesta segunda-feira (29) audiência pública da CPI da CEEE Equatorial e RGE, promovida pela Assembleia Legislativa.
O encontro reuniu parlamentares, prefeitos e moradores do Litoral Norte, que relataram frequentes falhas no fornecimento de energia elétrica.
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O presidente da CPI, deputado Miguel Rossetto (PT), classificou como “inaceitável” a situação e afirmou que a concessionária descumpriu indicadores de qualidade nos últimos dois anos.
Prefeitos da região citaram longos períodos sem luz após temporais, demora no restabelecimento do serviço e falta de infraestrutura. Em Balneário Pinhal, houve registros de até seis dias de apagão, enquanto em Maquiné comunidades rurais ficaram quatro dias sem energia.
Deputados também apontaram problemas estruturais. Luciano Silveira (MDB) destacou que o crescimento populacional não foi acompanhado por investimentos, e Jeferson Fernandes (PT) criticou a baixa qualificação da mão de obra. Issur Koch (PP) lembrou a saída de quase mil funcionários no processo de privatização como fator agravante.
A audiência ainda ouviu relatos emocionados de moradores. Angela Silveira, do Movimento de Moradores de Caraá e Osório, contou que comunidades chegaram a ficar até sete dias sem energia.
Representantes do Movimento Unificado em Defesa do Litoral Norte denunciaram postes caindo sobre casas em bairros periféricos e escolas obrigadas a interromper atividades em dias de chuva.
O quilombola Jorge Odilon Gomes ressaltou a insegurança provocada pela falta de luz, enquanto a advogada Carolina Jobim entregou à CPI um abaixo-assinado da comunidade do bairro Aguapés, de Osório.
Casos de postes precários e ligações clandestinas também foram expostos por moradores de Torres, que afirmaram viver sem energia até em festas de fim de ano.
A CEEE Equatorial esteve representada, mas não participou da audiência, e deve se manifestar na próxima reunião da CPI, marcada para sexta-feira (3), em Rio Grande.
Lucas Filho













