Nesta sexta-feira (5), moradores do bairro Albatroz, em Osório, se depararam com um cenário preocupante na esquina das ruas Albatroz e Almirante Tamandaré: um montante de lixo tomou conta do espaço público, com sofá, colchão e outros materiais descartados de forma irregular.
O acúmulo de resíduos tem gerado indignação na comunidade, que teme impactos ambientais e sanitários. “Além da poluição visual, esse tipo de descarte pode atrair insetos e roedores, colocando em risco a saúde de quem vive por aqui”, relatou uma moradora.
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Profissionais que atuam no setor de coleta também levantam críticas ao atual modelo de funcionamento da Central de Transbordo do município.
Segundo eles, a limitação de apenas um metro cúbico por CPF ao dia é insuficiente para atender à demanda da cidade e ao volume de materiais resultantes dos serviços de coleta e limpeza.
Outro ponto destacado é que determinados itens não são aceitos pela central, o que, na visão dos trabalhadores, contribui para o aumento de descartes em locais impróprios.
O número de pontos com descarte irregular em Osório tem crescido nos últimos meses.
Ainda não há dados oficiais que comprovem a relação direta com as limitações da Central de Transbordo, mas a percepção de moradores e trabalhadores é de que as regras atuais acabam estimulando práticas incorretas.
O tema chegou ao Legislativo municipal. Durante a última sessão da Câmara de Vereadores, o vereador Maicon do Prado (PDT) criticou a situação e pediu providências ao Executivo.
Ele afirmou que, da forma como vem sendo conduzido, o programa “Jogue Limpo” corre o risco de ser lembrado de forma negativa. “Do jeito que está, o programa pode ser chamado de ‘Jogue Sujo com Osório’”, declarou.
Enquanto não há solução definitiva, moradores de diversos bairros convivem com o desconforto do lixo acumulado em suas ruas, à espera de medidas que melhorem a coleta e coíbam o descarte irregular no município.
Lucas Filho












