Você já ouviu falar em crononutrição? Esse é o termo que designa uma área da nutrição que estuda a relação entre o relógio biológico de uma pessoa e a sua alimentação, observando os possíveis impactos para a saúde e bem-estar geral.
Segundo Andréa Aragão, nutricionista clínica e membro da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), a base da crononutrição é observar a frequência da alimentação, o tempo e a regularidade das refeições. “Hoje, já se sabe que pessoas que seguem um padrão de alimentação que concentra a maior parte das calorias ingeridas durante o dia têm um padrão de saúde melhor, em relação às pessoas que se alimentam até tarde da noite”, afirma.
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Isso está relacionado ao ritmo circadiano de uma pessoa, ou “relógio biológico”. Esse relógio regula e controla grande parte dos processos fisiológicos do nosso organismo. Por exemplo, é ele que define por que sentimos fome perto da hora do almoço e sono durante a noite. Também é ele quem dita, inclusive, a nossa temperatura corporal, pressão arterial, níveis de hormônios, frequência cardíaca, entre outros fatores.
A nutricionista Lena Bakovic, da Flórida, afirma que o momento “ideal” para almoçar é cerca de quatro a cinco horas depois de tomar o café da manhã. Ou seja, se você toma café da manhã às 8h da manhã, é provável que sinta fome entre meio-dia e 13h. Segundo a especialista, almoçar mais tarde pode dificultar a metabolização dos alimentos pelo corpo.
Além disso, pode fazer as pessoas pularem o jantar ou se alimentar de forma mais robusta perto da hora de dormir.
“É possível que almoçar mais cedo – logo após o café da manhã – contribua para uma maior fome no final do dia e antes da hora do jantar. Em contrapartida, almoçar mais tarde, perto da hora do jantar, pode levar algumas pessoas a pular o jantar e sentir fome mais perto da hora de dormir”, afirma.
Comer em horários diferentes a cada dia também pode afetar nossa saúde, segundo Bakovic, pois pode interromper os ritmos circadianos que controlam a transição do nosso corpo do dia para a noite e vice-versa.
“Assim como os ciclos de sono e vigília são consistentes e importantes para que nossos corpos se sintam sincronizados no dia a dia, o mesmo pode ser dito sobre nossos horários de refeições”, afirma.
Pesquisas anteriores mostraram que não comer por um período prolongado pode causar picos de açúcar no sangue quando você come – especialmente se a refeição for rica em carboidratos.
osul.com.br












