Segundo a polícia, a família passou mal nesta quarta-feira (1º) após ingerir peixes recebidos na noite anterior.
Eles foram socorridos e encaminhados ao hospital, mas o adolescente morreu na ambulância.
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Um adolescente chamado Manoel Leandro da Silva, de 17 anos, morreu com suspeita de envenenamento no conjunto Dom Rufino, em Parnaíba, litoral do Piauí.
Segundo o delegado Renato Pinheiro, outras oito pessoas da mesma família, incluindo quatro crianças, também foram hospitalizadas.
Ao g1, o delegado informou que a família passou mal nesta quarta-feira (1º) após ingerir peixes e arroz recebidos na noite de terça-feira (31).
Os outros oito familiares, incluindo uma criança de dois anos, foram socorridos e encaminhados para o Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda).
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o adolescente morreu ainda na ambulância.
“O Samu foi acionado e, quando chegou, uma das vítimas estava apresentando um quadro de convulsão. Iniciaram o atendimento e identificaram um possível envenenamento. Toda a família estava apresentando sinais de intoxicação. Parte dos peixes foi apreendida para a perícia ser feita”, disse o delegado Renato Pinheiro.
À TV Clube, o Heda informou que dois adultos e uma criança estão internados em estado gravíssimo na manhã desta quinta-feira (2). Outra paciente, uma irmã do adolescente, já recebeu alta. Não há informação sobre o estado de saúde das outras pessoas.
Quem são as vítimas?
Segundo a Polícia Militar do Piauí (PMPI), as vítimas são:
- Manoel Leandro da Silva, de 17 anos (morto);
- Duas irmãs do adolescente;
- Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos (padrasto do adolescente);
- Maria Jocilene da Silva, de 41 anos, e seu filho, um garoto de dois anos;
- Três crianças, filhas das irmãs do adolescente.
A PMPI informou que o dono da casa disse que seus familiares comeram peixe e alimentos de uma cesta básica doada na terça a noite à família. Porém, afirmou também que não se lembra do nome do doador.
Segundo a Polícia Civil, Manoel Leandro é tio de Ulisses Gabriel da Silva, de oito anos, e João Miguel da Silva, de sete, mortos em 2024 após comerem cajus envenenados. Não se sabe se há relação entre os dois casos.
Perícia vai analisar comida e material genético das vítimas
À TV Clube, o diretor do Instituto de Medicina Legal (IML), Antônio Nunes, afirmou que a perícia da Polícia Civil coletou material genético do estômago, sangue e urina do adolescente morto.
Outras equipes coletaram sangue e urina das vítimas internadas no Heda, que também serão analisados.
Além disso, uma equipe do IML foi à residência da família e apreendeu os alimentos consumidos por ela para determinar se há substâncias tóxicas neles.
“Já conversamos com o delegado Renato Pinheiro e vamos envidar todos os esforços para que esse exame toxicológico saia o mais rápido possível”, destacou Antônio Nunes.
g1.globo.com












