Nenhuma das mortes registradas até agora nesta edição da Operação Verão aconteceu em áreas monitoradas por guarda-vidas.
André Ávila / Agência RBS
Nenhuma das mortes registradas até agora nesta edição da Operação Verão aconteceu em áreas monitoradas por guarda-vidas. André Ávila / Agência RBS

Corpo de Bombeiros já registrou 60 mortes por afogamento no RS em pouco menos de dois meses

Número já se iguala ao total de óbitos anotados de dezembro de 2022 a março de 2023. Levantamento não leva em conta ocorrências atendidas por outras corporações e casos em piscinas.

O Rio Grande do Sul registrou, desde 16 de dezembro de 2023, início da Operação Verão, ao menos 60 mortes por afogamento.

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Os dados, levantados nesta segunda-feira (12), consideram apenas atendimentos conduzidos pelo Corpo de Bombeiros Militar, e não levam em consideração ocorrências atendidas por outras corporações — como as duas mortes registradas no Jacuí, em Porto Alegre, no final de semana — e casos em piscinas.

O número registrado em pouco menos de dois meses já se iguala ao total registrado pelo Corpo de Bombeiros Milirar entre dezembro de 2022 e março de 2023.

— Esse ano (o número de casos) é sensivelmente maior, mas é um verão mais quente pelo efeito El Niño, então, o pessoal do Interior que não consegue vir para o Litoral acaba entrando em balneários muitos clandestinos e sem segurança. A gente entende que está muito calor, mas faz um apelo para que o pessoal procure um balneário protegido por guarda-vidas. No mundo todo, pode ser no Brasil ou indo mais longe, é impossível ter milhares e milhares de guarda-vidas cobrindo 100% — afirma o major Daniel Moreno, coordenador operacional da Operação Verão.

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Dos 60 casos já registrados nesta temporada, 55 aconteceram em águas internas e cinco no mar. Nenhum desses locais era monitorado por guarda-vidas. Conforme o oficial, são consideradas áreas monitoradas até 150 metros à esquerda e à direita das guaritas.

— Acima de 150 metros, o tempo de resposta começa a ficar prejudicado, porque, além de ser mais difícil identificar se alguém está se afogando, eu tenho que correr mais longe. Quando entrar na água, vou ter que nadar mais. Um salvamento que na frente da guarita leva 30, 40 segundos, aumenta exponencialmente a pouco a 200 metros, para dois minutos, dois minutos e 30 segundos para chegar na vítima — explicao major Moreno.

A morte mais recente registrada pelo Corpo de Bombeiros Militar aconteceu na tarde de sábado (10), na Lagoa Fortaleza, em Cidreira, no Litoral Norte. A vítima foi Carlos Ademir Klement, 46 anos. A lagoa conta com guarda-vidas, mas o ponto em que houve o afogamento é distante de 2,5 quilômetros da guarita, portanto, não adequado para banho.

 

Anos anteriores

O Corpo de Bombeiros divulgou dados que compreendem período do início da operação até o mês de março. Assim como as informações deste ano, são apenas ocorrências atendidas pela própria corporação.

2022/23 – 60
2021/22 – 64
*2020/21 – 33

*Período de pandemia de covid-19

 

gauchazh.clicrbs.com.br

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