Sogro de suspeita que envenenou família no Natal também foi morto por ingerir arsênio 4 meses atrás, aponta perícia

Homem morreu por infecção intestinal após consumir produtos levados pela nora.

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Polícia confirmou que mulher comprou arsênio 4 vezes nos últimos meses, antes da morte do sogro e antes dos envenenamentos do Natal.

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Paulo Luiz dos Anjos, sogro da suspeita presa por envenenar o bolo que matou três pessoas em Torres, no Litoral do Rio Grande do Sul, ingeriu arsênio antes de morrer.

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A informação foi publicada em reportagem do jornal Zero Hora e confirmada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) nesta sexta-feira (10).

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Paulo morreu de infecção intestinal em setembro de 2024, após consumir bananas e leite em pó levados à casa dele pela nora, Deise Moura dos Anjos.

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Ela está presa por suspeita de envenenar o bolo, e a Polícia investiga se ela também envenenou os alimentos consumidos pelo sogro.

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Exames do IGP constataram o envenenamento de Paulo por arsênio depois da exumação do corpo dele na quarta-feira (8).

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De acordo com a perícia, os níveis de arsênio encontrados no corpo dele são tóxicos e letais, e apontam que houve envenenamento provocado pela substância ingerida de forma oral.

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Zeli dos Anjos, viúva de Paulo, foi quem fez o bolo consumido pela família. Ela foi hospitalizada, chegou a ficar na UTI, mas teve alta nesta sexta-feira (10).

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Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira pela Polícia Civil, foi confirmado que Deise comprou e usou o arsênio para matar as pessoas. A fonte da contaminação por arsênio foi a farinha usada para fazer o bolo consumido pelas vítimas.

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A polícia também informou que ela comprou arsênio em quatro ocasiões ao longo dos últimos quatro meses.

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Uma dessas compras foi feita antes da morte do sogro, e as outras três, antes da morte das três pessoas em dezembro.

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Exumação solicitada após envenenamentos do Natal

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O corpo de Paulo estava sepultado em Canoas, cidade onde ele morava com a esposa.

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A Polícia Civil pediu ao IGP a exumação do corpo porque suspeita que ele também tenha sido morto por envenenamento.

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Esta hipótese só foi levantada após o caso do bolo de Natal começar a ser investigado.

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O resultado da exumação pode confirmar isso.

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Na época da morte de Paulo, Zeli também tinha passado mal. Dias antes, em agosto, Deise, junto do marido e do filho, foram visitar o casal.

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Na ocasião, eles levaram produtos de limpeza, flores, leite em pó, farinha e bananas.

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IGP faz exumação do corpo do sogro da mulher suspeita de envenenar bolo que matou 3 pessoas no RS. — Foto: RBS TV

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Triplo homicídio e tripla tentativa de homicídio

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O bolo envenenado que matou três pessoas no Natal foi feito por Zeli. Ela o levou para a festa de fim de ano familiar na cidade do Litoral do RS.

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A perícia do IGP constatou que a farinha usada para fazer o doce é que foi envenenada com arsênio.

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O veneno já havia sido encontrado no corpo das vítimas pelo hospital onde elas receberam atendimento.

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Deise é suspeita de triplo homicídio duplamente qualificado e tripla tentativa de homicídio duplamente qualificada. Ela está presa no Presídio Estadual Feminino de Torres.

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Uma perícia feita no celular de Deise constatou que ela pesquisou pela internet em lojas virtuais, em 18 de novembro, por "veneno para o coração" e "veneno para humanos" enquanto estava na casa da sogra.

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Termos parecidos, relacionados a "arsênio", foram pesquisados por ela por cerca de 100 vezes.

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Relembre o caso

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De acordo com a Polícia Civil, sete pessoas da mesma família estavam reunidas em uma casa na cidade de Torres, durante um café da tarde em 23 de dezembro, quando começaram a passar mal. Apenas uma delas não teria comido o bolo.

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Três mulheres morreram com intervalo de algumas horas. Tatiana Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva tiveram parada cardiorrespiratória, segundo o hospital onde receberam atendimento. Neuza Denize Silva dos Anjos teve a morte divulgada como "choque pós-intoxicação alimentar".

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Segundo o delegado Veloso, Zeli foi a única pessoa da casa a comer duas fatias. A maior concentração do veneno foi encontrada no sangue dela.

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Conforme a investigação policial, a relação entre nora e sogra era difícil desde o início da relação, que existia há cerca de 20 anos. No entanto, a motivação para o crime não está clara. A Polícia Civil não entra em detalhes a respeito de quem seria o alvo objetivo de Deise ao envenenar a farinha do bolo, quando fez isso e onde obteve o veneno.

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Celulares de pessoas relacionadas com a família foram apreendidos para perícia. Entre eles, está o telefone do marido de Deise – filho de Zeli. Apesar disso, a polícia sinaliza que ele não é tratado como suspeito do crime.

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g1.globo.com/rs

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