Símbolo da resistência dos gaúchos, cavalo Caramelo ganha microchip para identificação

O cavalo Caramelo, que virou símbolo da resistência dos gaúchos no enfrentamento à maior tragédia climática da história do Estado, agora possui um microchip.

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O procedimento foi realizado no Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas, onde o animal segue em recuperação após ter sido resgatado do telhado de uma casa no bairro Mathias Velho, onde passou alguns dias ilhado.

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Embora seja um processo pouco conhecido no Brasil, mas muito usual em outros países do mundo, o procedimento apresenta uma série de benefícios essenciais para a gestão da saúde dos animais.

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Em comunicado, a Ulbra explicou que o procedimento se dá por meio de injeção subcutânea ou intramuscular, que injeta o dispositivo no animal.

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A identificação é feita através de um número único que pode ser lido por um scanner. O microchip é uma maneira de individualizar o animal.

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A prática é uma forma de identificação muito rápida e pouco invasiva, bastante adotada em cães e gatos. O método evita modificações no corpo dos animais, como ocorre na utilização de brinco, tinta, tatuagem ou outro método de marcação.

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A longevidade faz o processo valer a pena, uma vez que não demanda manutenção ou recarga durante toda a vida.

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Todos os animais abrigados pela Ulbra são submetidos a castrações e, posteriormente, à instalação dos dispositivos.

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A microchipagem permite a identificação do animal, fornecendo um número que ele levará para sempre, com os seus dados de cadastro, além de outras informações que facilitarão o reconhecimento. A partir dele, dados como a espécie, raça, medicações diárias, condições de saúde, vacinas e características especiais estão acessíveis.

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A Ulbra ressaltou que o microchip não funciona como um GPS, ou seja, não tem como atribuição e capacidade o monitoramento da localização do animal. Embora nos casos de animais perdidos, seja fundamental para identificá-los.

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A estratégia também dificulta a venda ilegal dos animais, além de garantir o cumprimento de normas sanitárias internacionais, no caso dos animais que são transportados de um país a outro.

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Para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Ulbra Canoas, Jean Soares, é fundamental a gestão da população dos animais de uma forma geral. “A enchente trouxe à tona um problema sério, e temos a oportunidade de tentar reverter isso nos próximos anos. Esse é um trabalho de longo prazo”, afirmou.

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osul.com.br

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