RJ decreta epidemia de dengue; número de casos é 20 vezes maior que o esperado na capital e na Baixada

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), até agora, 49.405 pessoas foram infectadas com a dengue em 2024.

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Governo criou um Centro de Operações de Emergência de combate à doença.

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O governador Cláudio Castro (PL) anunciou nesta quarta-feira (21) que o estado do Rio vive uma epidemia de dengue. São quase 50 mil casos e quatro mortes pela doença.

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Segundo o governo, o número de casos na Região Metropolitana 1, que inclui a capital e a Baixada Fluminense, é 20 vezes maior que o esperado para o período. Na semana de 4 a 10 de fevereiro (chamada de 6ª semana epidemiológica), o número de casos nessa região chegou a 5.463, quando o esperado era 268.

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"A gente acha que é uma ação importante para a gente trabalhar com tranquilidade. Decretamos a epidemia por um alto índice populacional. Decretando a epidemia, tiramos a burocracia para fazer um atendimento mais rápido."

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"Teremos dias e meses difíceis ainda. Algumas regiões já passam por redução, mas de forma alguma diminui nossos esforços e atenção. A tendência ainda é de aumento", completou o governador.

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Até quinta-feira (21), um decreto será publicado no Diário Oficial sobre a situação do estado e confirmando a epidemia.

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Por conta do avanço da doença, o estado criou um Centro de Operações de Emergência (COEs) Dengue para ampliar e agilizar a organização de estratégias de vigilância contra a doença. O COEs fica na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES), no Rio Comprido, na Zona Norte.

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Agora, o objetivo é unir todos os setores de saúde, inclusive a Vigilância Sanitária, para dar uma resposta rápida para os municípios. Além disso, haverá ampliação de salas de hidratação em 22 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) municipais e estaduais.

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"Conforme forem chegando [os pedidos], podemos chegar a 80 salas de hidratação. Até agora, 12 municípios pediram o aumento de salas de hidratação. Estamos analisando", falou o governador.

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"Nunca trabalhamos com tamanha projeção [de dengue]. Por isso, instalamos o COEs. As equipes de vigilância, assistência e comunicação vão agir contra a dengue. Sabemos que temos um aumento da dengue. Todos os municípios estão em contato e se eles pediriam assistência, vamos no local para enfrentar esse momento difícil nas próximas 6 a 10 semanas. Esse será o período que temos que ficar muito atento", afirmou a secretária de Saúde do RJ, Cláudia Mello.

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Por conta da alta incidência da doença, o estado informou que reforçará o número de médicos e enfermeiros nas 27 UPAs da rede.

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"Na outra quinta-feira, vou chamar todos os prefeitos e seus secretários de Saúde para que possamos ter uma reunião de avaliação de atendimento, para que possamos dar a mesma oportunidade de tratamento para a população do RJ", falou Castro.

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Com recorde histórico de internações, a capital já tinha decretado epidemia por conta da dengue.

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Além da dengue, os casos de Covid também apresentam crescimento.

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"Vamos voltar com o painel de Covid para ficar mais visível. Temos um aumento da Covid, de janeiro até agora, de 4 vezes mais do que o esperado", disse a secretária.

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Segundo o governo, a taxa de crescimento da dengue atinge as 92 cidades fluminenses. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), até agora, 49.405 pessoas foram infectadas com a dengue em 2024.

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Só no mês de janeiro, o estado registrou 17.544 casos de dengue — o número é 12 vezes maior que o registrado em janeiro do ano passado (1.441).

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Mais de 60 cidades apresentam taxa de incidência acima de 500 casos por 100 mil habitantes. Os destaques são Rio de Janeiro, Itatiaia, Cambuci, Resende e Piraí.

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"Itatiaia e Angra dos Reis decretaram [epidemia]. Mas de 60 cidades estão com casos acima do normal", disse Castro.

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"Na segunda fase de contingência, estamos montando o Observárioto do Governo para a Dengue. Vamos mapear, de cidade a cidade, para que possamos dar um atendimento individualizado."

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Grávidas com dengue

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Enquanto o estado estiver com a epidemia da doença, o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (IEISS), que fica na Gamboa, na Zona Portuária, será a unidade de referência no atendimento a gestantes com dengue no RJ.

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Existe a previsão de conversão de 160 leitos de outras unidades de referência, se necessário, para grávidas infectadas.

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Treinamento para profissionais de saúde

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O estado informou que vai capacitar médicos e enfermeiros para facilitar o diagnóstico da dengue.

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Até agora, 1.639 profissionais já estão inscritos na plataforma de educação digital da saúde. Além disso, haverá uma qualificação on-line para toda as redes de saúde, inclusive a privada.

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Os sintomas da doença são febre alta, dores nas articulações, dores atrás dos olhos e manchas na pele.

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g1.globo.com

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