Rio Grande do Sul se mobiliza para combater foco de gripe aviária

Doença de alta patogenicidade foi confirmada ontem, em Montenegro, por autoridades sanitárias e causou a perda de 17 mil animais do estabelecimento.

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Na manhã de desta sexta-feira, dia 15, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Rio Grande do Sul confirmaram a ocorrência de dois focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), também conhecida como gripe aviária, no Estado.

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Em Montenegro, uma granja de produção de material genético para corte registrou o primeiro caso de gripe aviária em estabelecimento comercial no país.

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A doença, que atinge o planeta desde 2006, foi identificada no Brasil há dois anos, no dia 15 de maio de 2023, em aves silvestres no Espírito Santo, conforme informou Ananda Kowalski, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Seapi, em entrevista coletiva na sede da secretaria, em Porto Alegre.

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De acordo com a auditora fiscal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), Taís Oltramari, a granja em Montenegro abrigava 17 mil aves. Pelo menos a metade desse universo morreu menos de 24 horas depois da notificação de suspeita de síndrome respiratória e nervosa, na segunda-feira, dia 12.

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Da outra metade, 80% das aves teria perecido nos dias subsequentes, com o restante dos animais tendo sido sacrificados por agentes da vigilância sanitária. Seis barreiras sanitárias foram instaladas em um raio de três e 10 quilômetros desde a granja, com a área submetida a operação de inspeção pelos órgãos sanitários do Estado e da União.

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Outro caso, notificado no domingo, dia 11, atingiu cisnes e marrecos do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul. Às 12h30 de ontem, durante a coletiva na Seapi, Taís confirmou que a mortalidade no parque está relacionada ao vírus H5N1, com a perda de cerca de 90 aves de um universo de 500 que vivem no zoológico. Há possibilidade de a doença atingir outros animais.

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O parque foi fechado para visitação pública por tempo indeterminado, conforme informou ontem a secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann. A confirmação da ocorrência da doença foi feita por meio de exames no Laboratório Nacional Agropecuário do Mapa em Campinas (SP), que desde 2018 mantém um centro de análises de alto nível de biossegurança para patógenos agrícolas e animais.

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O presidente da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo Santos, considera precoce qualquer avaliação de impacto sobre as exportações da proteína.

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Em Brasília, o titular do Mapa, Carlos Fávaro, garantiu que os embarques para China e União Europeia estão suspensos.

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Em janeiro deste ano, seis meses depois de encerrado do surto da doença de Newcastle, em Anta Gorda, a Asgav ainda pleiteava, junto ao Mapa, esforços para suspensão dos embargos decorrentes do episódio.

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De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Rio Grande do Sul encerrou 2024 com uma baixa de 6,32% nas exportações de carne de frango, na comparação com 2023. A redução encerrou um ciclo de cinco anos de números positivos.

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Em 2024, foram despachadas 692,8 mil toneladas do produto, contra 739,5 mil no período anterior, totalizando 46,7 mil toneladas a menos. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do país, respondendo por cerca de 15% do mercado, completou José Eduardo dos Santos.

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O secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, afirmou que o Estado “não foi pego de surpresa”, pois desde fevereiro, com a realização do 1º Fórum Estadual de Influenza Aviária, havia previsão de que a gripe pudesse se fazer presente na região, em razão de movimentações de aves migratórias. O secretário de Agricultura, Edivilson Brum, classificou a situação como “preocupante”, mas se disse confiante, “diante de todas as explicações técnicas e do combate imediato ao surto”.

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Taís Oltramari prevê que, encerrada a “despopulação” do aviário e concluída a desinfecção do local, é preciso aguardar, no mínimo, dois períodos de incubação (28 dias) para dar o episódio como encerrado.

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Correio do Povo

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