Resultado de perícia em garrafa de água que nora suspeita de envenenar familiares em Torres levou para sogra no hospital sairá na próxima semana

Deise Moura dos Anjos, 42 anos, é investigada pelas mortes de três pessoas que comeram um bolo envenenado com arsênio, em Torres. Ela ainda é investigada pela morte do sogro, que também morreu intoxicado pela substância.

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A Polícia Civil pediu análise pericial da garrafa de água levada por Deise Moura dos Anjos, 42 anos, para a sogra, Zeli Teresinha dos Anjos, 61 anos, que estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), após comer um bolo envenenado com arsênio.

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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) informa que recebeu a garrafa na tarde de sexta-feira (10) e que o resultado da análise deve sair na próxima semana.

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Enquanto Zeli esteve hospitalizada, após comer duas fatias de um bolo feito por ela mesma com uma farinha que continha arsênio, ela recebeu a visita da nora, Deise.

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O encontro aconteceu no último domingo, 5 de janeiro, no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, no Litoral Norte.

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A nora levou uma garrafa de água, suco e chocolate para a sogra. Na ocasião, a polícia já investigava a hipótese de envenenamento no bolo e já suspeitava que a morte do marido de Zeli, em setembro, não tivesse ocorrido em razão de uma intoxicação alimentar, como constava no atestado de óbito.

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Desconfiada, ao perceber que os lacres das embalagens dos líquidos estavam rompidos, a familiar que cuidava de Zeli colocou a água e o suco fora. Contudo, a família entregou a garrafa de água para a polícia. Segundo o delegado Cléber Lima, diretor do Departamento de Polícia do Interior, a embalagem foi encaminhada para análise pericial.

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— Não sabemos se tinha veneno ou não. Pode ter ficado na garrafa ou mesmo se tiver sobrado uma gota, talvez os peritos possam identificar — pontua o delegado.

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Horas depois da visita, a nora foi presa pela suspeita de envenenar os familiares. Deise está detida no Presídio Estadual Feminino de Torres, onde ficará por 30 dias. Ela é investigada por quádruplo homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e com emprego de veneno e tripla tentativa de homicídio duplamente qualificada.

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O motivo para o crime seria uma desavença com a sogra. Segundo a polícia, a briga entre elas durava pelo menos 20 anos.

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O delegado Marcos Vinícius Muniz Veloso, responsável por investigar o caso, diz que, por enquanto, não deve ser solicitada prorrogação da prisão temporária, nem solicitada a prisão preventiva.

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Novos depoimentos

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O marido e a sogra de Deise devem prestar novos depoimentos na condição de testemunhas na semana que vem. Segundo a polícia, não há, por enquanto, elementos que levantem suspeitas sobre o homem, que já teve o celular apreendido. O aparelho passa por perícia,

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Segundo o delegado Cléber Lima, a etapa das provas testemunhais está quase encerrada. Ele pontua que a polícia investiga se ocorreram outros envenenamentos por parte de Deise com pessoas do círculo familiar.

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A polícia não pode revelar detalhes que prejudiquem as investigações, mas o delegado diz que são mais de dois casos.

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Entenda o caso

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Seis pessoas da mesma família passaram mal e precisaram procurar atendimento médico em 23 de dezembro após consumir um bolo, que continha arsênio, conforme análise da perícia da Polícia Civil.

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Três delas morreram: Neuza Denize Silva dos Anjos, 65 anos, Maida Berenice Flores da Silva, 59, além de Tatiana Denize Silva dos Anjos, 47 anos, filha de Neuza.

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Zeli Teresinha dos Anjos, 61 anos, responsável por fazer o bolo, foi hospitalizada e deixou a UTI na manhã desta segunda. Zeli recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (10). Um menino de 10 anos, neto de Neuza e filho de Tatiana, também ficou hospitalizado vários dias, mas já está em casa.

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Uma sexta vítima, um homem da família, foi liberado após atendimento médico. Uma sétima pessoa que participou da reunião familiar não chegou a comer o bolo e, por isso, não passou mal.

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Após as suspeitas sobre a nora, a polícia pediu a exumação do corpo de Paulo Luiz dos Anjos, marido de Zeli, que faleceu em setembro. À época, a causa da morte foi atestada como intoxicação alimentar.

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A exumação foi realizada na manhã de quarta-feira (8) e o resultado do exame pericial, divulgado nesta sexta (10), confirmou o arsênio como causa da morte de Paulo.

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Em coletiva de imprensa realizada em Capão da Canoa, a Polícia Civil confirmou que o veneno foi comprado por Deise pela internet, que pesquisou diversas vezes sobre a substância antes da compra.

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O que diz a defesa

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A defesa de Deise afirma que "as declarações divulgadas na coletiva de imprensa ainda não foram judicializadas no procedimento sobre o caso", portanto "aguarda a integralidade dos documentos e provas para análise e manifestação".

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Nota da defesa na íntegra

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"O escritório Cassyus Pontes Advocacia representa a defesa de Deise Moura dos Anjos no inquérito em andamento sobre o fato do Bolo, na Comarca de Torres, tendo sido decretada no domingo a prisão temporária da investigada.

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Todavia, até o momento, mesmo com o pedido da Defesa deferido pelo judiciário, ainda não houve o acesso ao inquérito judicial.

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A família, desde o início, colabora da investigação, inclusive com o depoimento de Deise em delegacia, anterior ao decreto prisional.

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Cumpre salientar que as prisões temporárias possuem caráter investigativo, de coleta de provas, logo ainda restam diversos questionamentos e respostas em aberto neste caso, os quais não foram definidos ou esclarecidos no inquérito."

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