Reconstrução da ponte Pênsil entre Torres e Passo de Torres: Um impulso necessário para o comércio e turismo Local

Cabos de aço de sustentação começam a ser hasteados nesta segunda-feira; durante obra de três dias, embarcações marítimas não ocorrerão no rio Mampituba.

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Após a queda da ponte Pênsil, em fevereiro de 2023, que conecta as cidades de Torres e Passo de Torres, as comunidades locais enfrentaram desafios significativos, principalmente quem vive do comércio. Agora a reconstrução da ponte está na sua reta final e os moradores e comerciantes aguardam ansiosos para a finalização.

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Está previsto para segunda-feira a instalação dos cabos de aço de sustentação. Eles serão hasteados de um lado para o outro para depois fixar as madeiras para a travessia de pedestres na ponte. A previsão de duração dessa etapa da obra é de três dias.

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Nestas datas, o fluxo de embarcações marítimas ficará bloqueado no rio Mampituba. O investimento na reconstrução, que iniciou em outubro de 2023, é de R$ 701,8 mil, e é fruto de uma parceria entre Passo de Torres com o governo do Estado. Marta Mazzuchini tem uma empresa de turismo náutico e destacou a importância vital da ponte para a economia e o turismo locais.

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Ela ressaltou que a ponte não apenas facilitava o acesso entre os municípios, mas também impulsionava o comércio, sendo um ponto turístico fundamental para ambas as cidades. Marta enfatizou como a queda da ponte impactou diretamente as empresas locais, resultando em uma diminuição significativa nas atividades comerciais.

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A empresária contou que muitas empresas, especialmente as localizadas no Passo de Torres, foram afetadas, algumas até mesmo fecharam suas portas devido à queda no fluxo de clientes. Além disso, Marta destacou a importância histórica da ponte, mencionando que ela existia há muitos anos e tinha uma conexão profunda com a comunidade local. Ela compartilhou suas próprias memórias da antiga "pinguela" que existia no mesmo local antes da construção da ponte Pênsil. Ao lembrar o dia do acidente, ela afirmou que ao chegar no local, logo depois da queda, precisou de alguns minutos para se recuperar do impacto devastador do acidente.

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Ela conta que a comunidade se mobilizou para o resgate dos sobreviventes. "O acidente abalou muito. Nós temos as embarcações dos dois lados e ainda bem que todos os nossos coletes estavam ali. Foram mais de 300 coletes para a água, além das balsas rígidas que também foram colocadas para ajudar. Que bom que podemos socorrer as pessoas, mas ainda lamentamos o óbito", ressaltou Marta considerando que o levantamento dos danos sofridos nas embarcações, balsas, além dos coletes perdidos, ainda estão sendo levantados.

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A prefeitura de Passo de Torres, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento, elaborou um protocolo junto à Marinha do Brasil, solicitando acompanhamento do levantamento e passagem dos cabos. “Durante a passagem dos cabos, a Marinha terá uma equipe que vai monitorar a obra e as embarcações. A prefeitura também acompanhará com moto aquática e fará ações de divulgação nas marinas, estaleiros e nas embarcações que ficam às margens do rio para informar sobre o impedimento da navegação naquele trecho da obra”, explicou secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Passo de Torres, Roger Maciel.

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“A empresa responsável continuou trabalhando na construção das escadarias e base de sustentação, que ficam às margens do rio. A comunicação da Marinha era referente justamente à passagem dos cabos. Fizemos todas as adequações solicitadas e protocolamos na Agência da Capitania dos Portos de Tramandaí. Agora que recebemos a autorização vamos executar o hasteamento com toda a segurança para as embarcações e para os funcionários da empresa”, explicou o secretário.

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Segundo informações da prefeitura, a ponte desabou porque estava superlotada no momento do acidente.Centenas de pessoas caíram na água, uma pessoa veio a óbito e dezenas ficaram feridas enquanto outras chegaram a ficar desaparecidas e foram encontradas durante os trabalhos de busca e salvamento realizados pelas equipes do Corpo de Bombeiros de ambos os estados. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do RS concluiu que a causa do acidente foi a corrosão da estrutura da ponte, que foi inaugurada em 1985.

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Correio do Povo

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