Investigação descartou hipótese de latrocínio.
Motivação teria sido por desavenças com umas das vítimas.
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (11) o homem apontado como autor do crime que matou uma mulher e deixou o companheiro dela em estado gravíssimo em Capão da Canoa, no Litoral Norte.
Com a prisão, os investigadores descartaram a hipótese inicial de latrocínio e passaram a tratar o caso como homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio doloso qualificado.
O suspeito de 21 anos morava nos fundos da residência das vítimas e era vizinho do casal.
Ele foi localizado em Itati, menos de 24 horas após o crime, e confessou o ataque durante depoimento à Polícia Civil.
A mulher morta foi identificada como Claudia de Souza, 52 anos.
Já Moacir de Oliveira, 61, permanece hospitalizado e passa por protocolo para avaliação de morte encefálica.
Mudança na investigação
O crime aconteceu na manhã de quarta-feira (10).
Inicialmente, a investigação trabalhava com a hipótese de latrocínio porque o carro do casal havia sido levado após os disparos.
No entanto, a identificação do suspeito, a confissão e os depoimentos colhidos pelos investigadores levaram a uma mudança na linha de apuração.
Segundo o delegado Marco Swirski, responsável pelo caso, a companheira do preso, ouvida como testemunha, confirmou a versão apresentada pelo suspeito.
Conforme apurado, havia uma série de desavenças entre o homem preso e Moacir.
Os relatos apontam conflitos envolvendo ameaças, tráfico de drogas, além de divergências pessoais e religiosas.
A Polícia Civil informou que o suspeito e a companheira declararam ser usuários de drogas e afirmaram que compravam entorpecentes de Moacir.
Conforme os depoimentos, eles alegaram sofrer ameaças da vítima sobrevivente e de familiares dela.
Os investigadores também apuram relatos de ameaças ocorridas na noite anterior ao crime, quando teriam sido efetuados disparos de arma de fogo.
A principal mudança na investigação ocorreu após a reconstrução da dinâmica do ataque.
Conforme a Polícia Civil, o carro das vítimas foi levado apenas para facilitar a fuga do autor. Por isso, foi descartada a hipótese de latrocínio.
O veículo e a arma utilizada no crime ainda não foram localizados.
Segundo a polícia, ambos teriam sido repassados a outra pessoa após o ataque.
A investigação prossegue para identificar quem recebeu os objetos e esclarecer todos os detalhes do caso.
diariogaucho.clicrbs.com.br
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