Perfil falso de jovem bem-sucedido: Como preso após deixar corpo dentro de mala atraía mulheres em Porto Alegre

Nas redes sociais, Ricardo Jardim exibia avatar de jovem com cabelos longos.

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A Polícia Civil diz ter localizado inúmeras contas falsas do publicitário Ricardo Jardim na internet.

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Preso após esquartejar uma mulher e deixar parte do corpo dela em uma mala na rodoviária de Porto Alegre, o homem de 66 anos fingia ser jovem e bem-sucedido em redes sociais, segundo a investigação. Para os agentes, a farsa tinha o propósito de atrair mulheres online.

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O suspeito não utilizava fotos de si mesmo na web. No Instagram e Threads, por exemplo, exibia a imagem de um avatar de cabelos longos e com camiseta entreaberta. O uso de Inteligência Artificial (IA) também fazia parte da trama.

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"Identificamos conversas que ele manteve com diversas mulheres nas redes sociais. Ainda não sabemos se, de fato, chegou a encontrar pessoalmente com elas ou se usou essa artimanha para fazer outras vítimas”, avaliou o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza.

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De acordo com Souza, o idoso tinha conhecimento em manipulação de redes sociais e fingia ter cerca de 20 anos de idade. Ele também utilizava sua formação como publicitário para dissimular que tinha um futuro promissor.

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"Esse sujeito fingia ser um jovem inquieto, aventureiro e com criatividade aguçada. Fazia contato com mulheres e dizia escrever vários textos e peças publicitárias, além de estar envolvido com muitos projetos. Nada poderia ser mais falso do que isso. A intenção dele era enganá-las e esconder quem realmente era”, afirmou o diretor do DHPP.

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Quando foi preso, em 4 de setembro, Ricardo Jardim estava foragido desde abril e vivia com recursos da vítima, Brasilia Costa, de 65 anos. A investigação aponta que o crime teve motivação financeira.

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Suspeito pesquisou sobre identificação por DNA

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Ricardo Jardim fez buscas na internet sobre identificação de pessoas por DNA. De acordo com a Polícia Civil, a pesquisa online consta em um celular do suspeito e foi realizada pouco tempo após ele ter deixado uma parte do corpo de Brasilia Costa em uma mala.

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Na visão do diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, o fato indica o interesse do suspeito em encontrar formas de manter a vítima no anonimato.

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Uma semana antes da ocorrência na rodoviária, braços da vítima foram encontrados em sacos de lixo no bairro Santo Antônio, mas sem as falanges. Além disso, a cabeça da mulher ainda não foi encontrada.

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"As pesquisas do investigado demonstram um verdadeiro interesse dele em entender as possibilidades de identificação de uma pessoa por exame de DNA. Foi por isso que ele retirou o crânio e cortou os dedos da vítima.

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A intenção dele era manter a mulher no anonimato”, pontuou o diretor do DHPP.

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Souza também ressaltou que o publicitário também estava empenhado em esconder a própria identidade. “Ele tinha inúmeros perfis falsos nas redes sociais, por meio dos quais fingia ser jovem e bem sucedido.

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Ou seja, com objetivo claro de não revelar aos outros quem ele realmente era.”

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Em coletiva, o diretor da DHPP já havia explicitado que o sujeito tinha preocupação com o DNA da vítima. "Ele achava que jamais seria pego. Segundo o próprio, após ler uma matéria sobre o DNA da mulher, se desesperou. A partir de então, planejava fugir do país e atentar contra a própria vida”, destacou Mario Souza.

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A vítima morreu no dia 9 de agosto. Quatro dias depois, teve pernas e braços deixados em um saco de lixo no bairro Santo Antônio, na zona Leste.

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Em 20 de agosto, a mala com o tronco foi deixada no guarda-volumes da rodoviária, em nome e endereço de uma pessoa que trabalha em um escritório de contabilidade, em Canoas, mas que nada tem a ver com o crime.

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Desde o último domingo, Jardim está preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Charqueadas II.

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Antes disso, ficou por três dias no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde passou por audiência de custódia.

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A Defensoria Pública atuou na audiência de custódia. Caso Jardim não constitua advogado particular, a instituição irá atuar na defesa e se manifestará somente nos autos do processo.

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Ele admite ter esquartejado a mulher, mas não a autoria do homicídio.

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Cabeça teria sido descartada em lixo

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A Polícia Civil procura a cabeça da vítima. Internamente, há nas equipes hesitação quanto às buscas.

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Isso ocorre porque, informalmente, o criminoso teria dito aos policiais que descartou a parte em um lixo orgânico no entorno do Gasômetro.

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O receio dos agentes é que um caminhão de coleta tenha recolhido o entulho e que, por isso, o membro possa ter sido triturado junto aos resíduos.

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O destino desse conteúdo é um aterro em Minas do Leão, na Região Carbonífera.

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Pernas localizadas na zona Sul

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As duas pernas encontradas no último final de semana, na zona Sul de Porto Alegre, são da mulher que foi esquartejada e teve parte do corpo deixado em uma mala na rodoviária. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) atestou a equivalência no material genético das partes.

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A primeira das pernas apareceu por volta das 10h de sábado, na orla do bairro Ipanema.

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O membro estava na areia, próximo da água, onde foi avistado por um trabalhador do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

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Outra ocorrência similar aconteceu no domingo, pelas 14h30min, na orla do Guaíba, perto da avenida Edvaldo Pereira Paiva.

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A segunda perna foi encontrada por um pescador, no local onde saem embarcações.

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Mesmo antes da comprovação por DNA, já era consenso entre as autoridades que as pernas eram da mulher que foi esquartejada.

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Isso porque, de maneira informal, o preso teria dito aos investigadores que arremessou as partes em um arroio no bairro Cristal, que deságua no Guaíba.

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Vale destacar ainda que, em Ipanema, o tipo de corte da perna era semelhante aos outros infligidos na vítima.

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O mesmo também foi válido no outro caso, com o agravante que o membro estava envolto por sacolas e pedaços de roupas semelhantes aos restos mortais localizados na rodoviária, no primeiro dia do mês, e no bairro Santo Antônio, em agosto.

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Quem é a vítima

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Brasilia Costa, de 65 anos, trabalhava como manicure e cabelereira. Ela era natural de Arroio Grande, no Sul do Estado. O irmão dela é sargento da Brigada Militar, da reserva.

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Era vizinha do criminoso, que residia em uma pousada no bairro São Geraldo.

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Os dois mantinham relacionamento amoroso há seis meses.

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Segundo a investigação, após o crime, o homem utilizou o celular da namorada para mandar mensagens aos parentes dela e fingia ser a mulher. Por isso, o desaparecimento não foi registrado.

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Correio do Povo

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