Parasita atinge cães resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul

As recentes enchentes que afetam quase todo o Rio Grande do Sul trouxeram à tona uma preocupação urgente para os abrigos e equipes de resgate de animais: o aumento dos casos de Dioctophyma renale, um parasita que acomete principalmente os rins dos cães.

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A médica veterinária Mariana Botelho, que atua nos resgates voluntariamente, já identificou essa infecção em diversos animais, especialmente naqueles provenientes de áreas insulares.

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O Dioctophyma renale geralmente é contraído pela ingestão de peixes ou rãs contaminados.

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Os cães das áreas insulares são particularmente vulneráveis, pois costumam consumir vísceras ou peixes inteiros, que podem estar infectados com as larvas do parasita, alerta a médica. Uma vez ingerido, o verme pode migrar pelo corpo do animal e se alojar nos rins, causando sérios danos.

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Mariana alerta que a detecção desse parasita só é possível por meio de exames de urina ou ultrassonografia abdominal.

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Nos últimos dias, vários veterinários relataram um aumento significativo nos casos, indicando que o problema é mais grave do que se imaginava inicialmente.

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Os cães infectados pelo Dioctophyma renale podem não apresentar sintomas claros imediatamente, o que dificulta o diagnóstico precoce. No entanto, alguns sinais são: dor abdominal, perda de apetite, sangue na urina e, em casos graves, insuficiência renal.

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Tratamento

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O tratamento para a infecção por Dioctophyma renale é a nefrectomia, ou seja, a remoção cirúrgica do rim afetado. Mariana ressalta a importância de realizar exames de urina e ultrassonografias abdominais em todos os animais resgatados das áreas afetadas pelas enchentes, especialmente aqueles das ilhas. É crucial identificar e tratar os casos o mais rápido possível para evitar complicações maiores.

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Segundo a profissional, o Conselho Regional de Veterinária precisa custear os exames nesses animais. “Diante dessa emergência de saúde animal, é essencial que o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul tome medidas imediatas para financiar os exames necessários para detectar a infecção por Dioctophyma renale em animais resgatados.

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A colaboração entre veterinários, abrigos e autoridades é fundamental para controlar a disseminação desse parasita e proteger a saúde dos animais resgatados. É de extrema importância que todos os abrigos de animais e equipes de resgate estejam cientes dessa ameaça e realizem os exames necessários. A população deve ser informada de que a Dioctophyma renale não é contagiosa para humanos ou outros cães, a não ser que haja ingestão de peixe ou rã contaminados.

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Com a devida atenção e intervenção, é possível mitigar os impactos dessa infecção e garantir o bem-estar dos animais afetados pelas enchentes”, afirmou.

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osul.com.br

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