Núcleos provisórios para desabrigados de Porto Alegre e outras três cidades devem ser concluídos em até 20 dias

Anunciado nesta semana, o plano estadual de construção de núcleos urbanos para desabrigados pelas enchentes em quatro cidades gaúchas deve se concretizar em um prazo de até 20 dias.

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As estruturas serão montadas em Porto Alegre, Canoas, Guaíba e São Leopoldo, conforme informado pelo vice-governador Gabriel Souza em entrevista à imprensa.

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Os contratos devem ser assinados nos próximos dias, conforme o interesse e logística de cada prefeitura.

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A escolha das quatro cidades tem por critério o fato de concentrarem, juntas, a grande maioria dos mais de 78 mil gaúchos mantidos em abrigos e sem perspectiva de voltar para casa – porque perderam o imóvel ou a água ainda não baixou.

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Outro aspecto considerado é que os espaços emergenciais não são adequados para acolher tanta gente por longo período, conforme argumentou Souza:

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“Estamos trabalhando para criar ambientes mais qualificados para quem ainda precisar de abrigo. São ginásios de esporte, CTGs, clubes, escolas e universidades, com menos condições de conforto, qualidade e dignidade para atender a essas pessoas. Além disso, algum dia esses locais terão que retomar suas atividades originais.”

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Denominadas “cidades provisórias”, essas áreas deverão ter banheiros, chuveiros, dormitórios separados por família, lavanderias coletivas, cozinhas comunitárias, espaço para as crianças e animais de estimação. A ideia é de que as infraestruturas atendam os desabrigados até que residências do programa federal ‘Minha Casa Minha Vida’ ou do estadual ‘A Casa é Sua’ estejam disponíveis.

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“A maioria das pessoas certamente conseguirá acessar o aluguel social do governo do Estado com as prefeituras ou, eventualmente, voltar para suas casas”, prosseguiu o vice-governador, que nesta semana discutiu o assunto com representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. “Mesmo assim, restará um grupo numeroso e que precisaremos contemplar com a albergagem.”

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Locais

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– Porto Alegre: Porto Seco (bairro Rubem Berta, Zona Norte).

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– Canoas (Região Metropolitana): Centro Olímpico Municipal.

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– São Leopoldo (Vale do Sinos): Parque de Eventos.

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– Guaíba (Região Carbonífera): área em estudo.

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Críticas

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O plano ainda não saiu do papel e já é alvo de questionamentos. Dentre os críticos está o deputado estadual Matheus Gomes (PSOL), que vê na iniciativa o risco de criação de “campos de refugiados climáticos”. Em declaração ao site Uol, o parlamentar identificado com causas populares (incluindo o déficit de moradias) opinou:

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“Penso que as tais ‘cidades provisórias’ estão surgindo como uma alternativa destrambelhada e isso me preocupa muito. Afinal, o Estado já não tinha planejamento para lidar com uma evacuação de centenas de milhares de pessoas e agora está improvisando”.

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Gomes menciona como exemplo o local no radar do governo estadual para implementar a estrutura em Porto Alegre: “Querem uma cidade provisória no Porto Seco [utilizado para eventos pontuais como os desfiles das escolas de samba], que é uma área periférica e extremamente precarizada, sem condições adequadas e com uma série de problemas”.

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(Marcello Campos)

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osul.com.br

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