Nível do Guaíba em Porto Alegre é o maior desde a grande enchente de 1941

Dmae fechou no período da manhã, como medida preventiva, os portões 4, 6, 11, 12 e 14 do Cais Mauá

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Água invadiu novamente trecho 1 da orla do Guaíba nesta manhã | Foto: Maria Eduarda Fortes

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O aumento do nível do Guaíba nesta segunda-feira foi expressivo, alcançando 3,20m às 14h15min, o maior desde a grande enchente de 1941 (4,76m).

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O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) fechou no período da manhã, como medida preventiva, os portões 4, 6, 11, 12 e 14 do Cais Mauá, do sistema de proteção contra cheias, e novamente providenciando sacos de areia para alguns das comportas, a fim de que a água não invadisse a avenida Mauá.

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Apenas os portões 1 e 2, junto ao Cais Embarcadero, ainda não haviam sido cerrados. Do outro lado das estruturas, mais uma vez o cais ficou inundado, surpreendendo moradores da Capital.

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O serviço do catamarã foi suspenso por volta das 9h45min devido ao alto fluxo de água no Guaíba, e também pelo acidente envolvendo o barco, que colidiu junto ao cais, danificando o casco.

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O transporte foi rebocado e encaminhado para conserto.

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Ninguém se feriu, pois o barco estava vazio no momento do choque, e os passageiros já haviam desembarcado de uma viagem.

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A Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSeg), à qual a Defesa Civil Municipal está subordinada, afirmou que não houve ocorrências na região relacionadas à cheia do Guaíba, mas que estava monitorando a situação.

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A água voltou a subir em bueiros próximos aos banheiros públicos da Praça Zeno Simon, ao lado da avenida Guaíba, que ficou parcialmente alagada.

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As ruas Jacipuia e Oiampi, localizadas na mesma região, também foram tomadas pelo alagamento. Moradores tiveram dificuldades em trafegar pela pista e motociclistas precisaram transitar pela calçada.

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Na zona Sul, a praia de Ipanema ficou com a faixa de areia bastante reduzida, cena muito diferente de setembro, quando diversas ruas do entorno ficaram alagadas. No final da rua Otelo Rosa, bancos de madeira junto ao gramado foram tomados pela água, que corria em grande volume na direção da terra.

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No entanto, pessoas que moram no entorno não deixaram de caminhar pela orla e fazer atividades em função do sol forte. “Moro aqui desde sempre e, na década de 1970, alagava tudo isto aqui”, comentou o autônomo Ricardo Barbosa dos Santos, morador de Ipanema.

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Pouco depois do meio-dia, a água já tomava conta de parte da ciclovia junto ao trecho 1 da orla, quase alcançando as quadras e a travessia. Seguia também parcialmente bloqueado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) um trecho da estrada Cristiano Kraemer, bairro Campo Novo, após parte do barranco ceder para fora da pista.

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Correio do Povo

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