Morre aos 87 anos padre que teve quatro filhos e celebrou casamento do neto no RS

Padre Paulo Müller foi enterrado no domingo. Ele tinha 87 anos e enfrentava problemas respiratórios. Falecimento do religioso foi informado pela Diocese de Novo Hamburgo.

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Morreu, na madrugada deste domingo (31), o padre Paulo Müller. Ele tinha 87 anos e enfrentava problemas respiratórios. A informação foi confirmada pela Diocese de Novo Hamburgo.

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O velório ocorreu na capela ecumênica do Jardim da Memória, no município da Região Metropolitana. Depois da cerimônia, o corpo foi sepultado no cemitério da paróquia Nossa Senhora da Piedade.

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O padre Müller deixa quatro filhos, cinco netos e três bisnetos do casamento antes do sacerdócio.

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O religioso foi ordenado em 1992, cerca de quatro anos depois do falecimento da esposa, Lizzete, com quem foi casado por 29 anos.

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"Hoje Deus chamou um anjo que cumpriu sua missão como esposo, pai, avô, bisavô e sacerdote. Descanse em paz, meu pai amado", escreveu Adriano Müller, filho do religioso e ordenado diácono permanente na diocese de Novo Hamburgo há pouco mais de um mês.

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Em maio de 2022, o padre celebrou o casamento de um dos netos. A cerimônia foi realizada na Igreja Santa Teresinha, em Porto Alegre.

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O padre Paulo ressaltou a importância de respeito, igualdade e parceria necessários para a vida de um casal.

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Sacerdócio após o casamento

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Em reportagem de 2022, o padre relatou ao g1 que, já na infância, gostava da função religiosa. No entanto, depois do serviço militar, deixou de cogitar a possibilidade de seguir a vocação. Foi naquela época, na década de 1950, que conheceu a esposa em uma cafeteria.

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"Na primeira vez que eu vi ela, [disse]: 'pois é, dona Lizzete, eu vou lhe dizer uma coisa com toda a coragem, a senhora vai ser a mãe dos meus filhos'. Ela ficou escandalizada com aquilo", recordou-se na ocasião.

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Mesmo casado, ele lia a Bíblia e cumpria os sacramentos católicos. Depois de 29 anos de relação, Lizzete faleceu. Buscando amparo, o futuro padre decidiu participar das atividades da igreja, sendo catequista, ministro da eucaristia e, depois, diácono.

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Depois de atender um sepultamento em que os familiares do falecido cobraram a presença de um padre, o então diácono decidiu ir para o seminário.

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O bispo de Novo Hamburgo na época, dom Boaventura Kloppenburg, levou o pedido de Paulo para o Vaticano, que autorizou a formação do religioso.

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g1.globo.com/rs

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