Morre a atriz e comediante Berta Loran aos 99 anos

Ela estava internada no Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, e morreu na noite de domingo (28); Berta estreou na Globo em 1966 e se destacou em programas de humorismo na emissora.

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A atriz Berta Loran, conhecida por seus papéis humorísticos em programas como "Escolinha do Professor Raimundo" (1990) e "Zorra Total" (1990), morreu na noite de domingo (28), aos 99 anos.

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A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29), a partir de um comunicado do Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde a atriz estava internada há 10 dias.

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"O Hospital Copa D'Or informa, com pesar, o falecimento da Sra. Berta Loran na noite de domingo (28) e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes".

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Em comunicado oficial, a TV Globo informou a data e o local do velório: "A cerimônia de despedida será realizada nesta terça-feira, dia 30, a partir das 8h, na Sociedade Religiosa Israelita Chevra Kadisha.

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O enterro está marcado para as 11h no Cemitério Israelita de Belford Roxo."

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Trajetória profissional

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Nascida em Varsóvia, na Polônia, Berta veio morar no Brasil aos 9 anos e traçou sua carreira no humor. Quando entrou para a Globo, em 1966, teve sua estreia no programa "Bairro Feliz", de Max Nunes e Haroldo Barbosa, mas já era conhecida internacionalmente: passara um período atuando na Argentina e em Portugal.

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A partir de então, participou dos principais humorísticos na casa, como "Riso Sinal Aberto" (1966), "Balança Mas Não Cai" (1968), "Faça Humor, Não Faça Guerra" (1970), "Satiricom" (1973), "Planeta dos Homens" (1976), "Escolinha do Professor Raimundo" (1990), "Zorra Total" (1999) e "A Grande Família" (2012).

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Na dramaturgia, estreou ao lado de Ary Fontoura em "Amor com Amor se Paga" (1984), de Ivani Ribeiro. Participou ainda de novelas marcantes como "Cambalacho" (1986), "Cama de Gato" (2010), a segunda versão de "Ti-Ti-Ti" (2011), "Cordel Encantado" (2011) e "A Dona do Pedaço" (2019).

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Início da carreira

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Batizada como Basza Ajs, ela nasceu em Varsóvia no dia 23 de março de 1926, e adotou o nome de Berta quando chegou ao Brasil, aos 9 anos. Seu pai, José Ajs, era alfaiate, ator e se apresentava frequentemente para a comunidade judaica no Brasil, sempre que possível levando Berta aos espetáculos.

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Ao Memória Globo, Berta contou que subiu em um palco pela primeira vez aos 14 anos: "Eu sempre fui trapalhona, traquina, sapeca, danada. Com 14 anos, botei o salto alto da minha mãe e subi no palco. Quebrei o salto e saí mancando. O povo começou a rir. E eu gostei! Pensei comigo: 'O bom é fazer rir'".

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Aos 19 anos, a atriz se casou com o ator Handfuss e se mudou para Buenos Aires, onde morou durante dois anos. No Brasil, fez sua estreia na televisão no programa "Espetáculos Tonelux", na TV Tupi.

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Em 1957, recebeu um convite para fazer uma temporada de seis meses em Portugal com a peça "Fogo no Pandeiro". Com o sucesso do espetáculo, ingressou numa companhia de teatro portuguesa e acabou morando no país europeu por seis anos, se consolidando como humorista.

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Retornou ao Brasil em 1963, contratada pela TV Record paulista, mas logo voltou aos palcos, para atuar na temporada carioca do musical "Como Vencer na Vida sem Fazer Força", de Shepherd Mead, dirigida por Augusto César Vannucci.

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Em 1966, Berta Loran foi convidada por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, para trabalhar na Globo e participar do elenco fixo do humorístico "Bairro Feliz".

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A partir daí, foram mais de quinze programas humorísticos, oito novelas, diversas peças de peças de teatro e atuações em filmes.

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'Humor é tudo na vida'

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De origem polonesa, Berta Loran relembra sua história de vida

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Berta Loran fez humor por mais de setenta anos e deu vida a mais de 2000 personagens, entre TV e teatro. Seguia a filosofia de que o humor é um dom: ou o artista tem, ou não tem.

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Nasce com isso e, para seguir em frente, precisa saber medir o tempo da fala. E, principalmente, nunca rir durante uma piada, porque “perde a graça”.

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"Você pode perder apartamento, joia, dinheiro, e até um grande amor – 30 anos depois, quando você o reencontra, dará graças a Deus que o perdeu. Agora, o humor não pode ser perdido. Humor é tudo na vida", disse em depoimento ao Memória Globo.

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