Febre do "morango do amor" aumenta procura e faz preço da fruta disparar na Ceasa, em Porto Alegre

A sedução exercida pelo doce da moda no país, popularizado nos últimos dias nas redes sociais, provocou uma disparada no preço do morango na Ceasa e aumentou a dificuldade para encontrar o produto nos mercadinhos de Porto Alegre.

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A busca pelo quitute chamado de "morango do amor" fez dobrar o valor do quilo da fruta negociado pelos atacadistas na Capital — saltou de R$ 30 para R$ 60 entre a quarta (23) e a sexta-feira (25).

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Apesar da valorização-relâmpago, no final da manhã de sexta o produto já havia sumido das caixas de boa parte dos comerciantes que atuam na central de abastecimento do Estado.

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— Nunca tinha visto nada parecido com o que aconteceu nesta semana. É uma febre que levou a um aumento explosivo no preço e na procura — surpreende-se o engenheiro agrônomo e gerente técnico da Ceasa, Léo Omar Duarte Marques.

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O fascínio pela guloseima levou a um fenômeno semelhante ao das bolhas do mercado financeiro: comerciantes que venderam suas caixas por pouco mais de R$ 30 o quilo até o começo de quarta lamentavam ter esgotado seus estoques enquanto viam o preço subir praticamente de hora em hora.

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— Ao meio-dia desta sexta, muitos atacadistas já não tinham mais nada para comercializar. É algo que foge muito do padrão — complementa Marques.

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Queda na produção

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Chamada popularmente de fruta, o morango é na verdade uma pseudofruta (ou falso fruto).

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A fruta de fato, cientificamente falando, é cada um dos pequenos pontos amarelos ou escuros localizados em sua parte exterior. Para produzir o doce, o morango é envolto por brigadeiro branco e uma fina camada de açúcar caramelizado vermelho.

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Nesta época do ano, a produção gaúcha diminui bastante em razão do frio excessivo — o que já favorece um aumento sazonal de preço. Por isso, chega a custar quase três vezes mais do que em janeiro, por exemplo.

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Embora ainda se consiga comprar a mercadoria de municípios como Bom Princípio, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Feliz e Agudo, a maior parte dos estoques é trazida de Minas Gerais.

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A maior parte da produção local é obtida a partir de outubro e novembro.

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Em condições normais, o pico de vendas da fruta ocorre no dia dos namorados, quando atinge um valor de R$ 40 a R$ 45 o quilo no atacado, e a partir disso entra em tendência de declínio.

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Mas não neste ano. A obsessão pelo morango se intensificou por meio de influenciadores que divulgam nas redes sociais o preparo da iguaria ou a experiência de saboreá-la pela primeira vez.

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Corrida nas fruteiras

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Como resultado do salto na procura e da entressafra gaúcha, o produto rareou ainda mais nos mercados. Zero Hora percorreu três fruteiras do Centro na tarde desta sexta e encontrou somente uma última caixa em um ponto localizado sobre o Viaduto da Conceição.

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— Ontem (quinta-feira) chegaram umas 10 caixas. Hoje, sobrou essa. Só vamos receber mais na terça-feira, de um produtor de Gramado — afirma o comerciante Luiz Paulo Ramos de Souza.

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Em um mercado da Rua Múcio Teixeira, bairro Menino Deus, os proprietários conseguiram um bom estoque com um fornecedor particular. Mas, para limitar o assédio das confeitarias e garantir o atendimento aos clientes comuns, "esconderam" parte do estoque nos fundos da loja.

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— Para dar conta da procura, essa semana compramos o dobro de caixas em comparação ao normal. Geralmente são 25, 30 caixas, e agora encomendamos mais de 50 — conta o comerciante Henrique Dexheimer.

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A loucura pelos moranguinhos açucarados também impacta as confeitarias. Proprietária da Doceria Chique, no bairro Santana, Amanda Galuschka vem trabalhando das 7h às 23h ajudando os funcionários a preparar os doces.

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— Produzimos cerca de 200 unidades por dia, fora os outros itens da loja que seguimos vendendo. Mesmo assim, às vezes não conseguimos dar conta da demanda — conta Amanda, com o rosto visivelmente cansado.

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O fornecedor dos disputados morangos, que passava pela loja duas vezes por semana, agora desembarca todos os dias novas caixas do produto que busca de cidades gaúchas como Flores da Cunha ou, diante da escassez regional, importa de Minas Gerais.

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— Acho que é uma febre da internet que deve diminuir daqui mais uma ou duas semanas. Mas, até lá, teremos bastante trabalho — afirma Amanda.

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gauchazh.clicrbs.com.br

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