Exposição ao sol e exercícios no calor exigem cuidados

Com a chegada do verão em 21 de dezembro, a combinação de altas temperaturas e maior tempo ao ar livre exige atenção redobrada com a prática de exercícios e com a exposição ao sol.

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Profissionais orientam sobre os principais cuidados para manter a saúde durante a estação das altas temperaturas.

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Adriane Dias, coordenadora do curso de Educação Física da Estácio, explica que a temporada não exige exercícios específicos, mas pede ajustes na rotina. “O interessante é aproveitar o tempo para atividades ao ar livre, como caminhada, corrida e até uma aula de treinamento funcional fora de uma sala fechada”, afirma. Para ela, o ponto central é escolher horários adequados, antes das 10h e depois das 16h, para evitar insolação e excesso de calor.

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Segundo Adriane, hidratação, alimentação leve e roupas que favoreçam a transpiração fazem diferença no desempenho e na segurança. “É importante manter-se hidratado ao longo do dia e caprichar na água durante o treino, sem exageros”, recomenda. Ela reforça ainda o uso de protetor solar, além da atenção a sinais como tontura, náusea e dor de cabeça, que podem indicar insolação ou desidratação. Idosos e pessoas com comorbidades devem seguir as mesmas orientações, com atenção especial ao monitoramento da frequência cardíaca.

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Na área da saúde, Susana de Oliveira Elias, coordenadora de Biomedicina da Estácio, alerta que a exposição solar sem controle pode trazer riscos imediatos e de longo prazo.

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Segundo ela, queimaduras, manchas, fotoenvelhecimento e até câncer de pele estão entre as consequências mais comuns. “A radiação UV enfraquece o sistema imunológico da pele e aumenta a chance de infecções e tumores como o câncer de pele”, afirma.

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A escolha do protetor solar deve levar em conta o tipo de pele.

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Produtos oil-free são indicados para peles oleosas; fórmulas mais cremosas, para peles secas; filtros físicos, para peles sensíveis; e protetores com cor, para quem tem tendência a manchas.

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O FPS mínimo diário recomendado é 30 e, em praia ou piscina, 50 ou mais. A aplicação deve ser generosa e reaplicada a cada duas horas sob sol direto.

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Susana destaca que a identificação de sinais suspeitos na pele pode ser feita pela regra do ABCDE do melanoma, que observa cinco critérios: Assimetria da pinta, Bordas irregulares, Cor variável na mesma lesão, Diâmetro acima de 6 mm e Evolução, quando há mudança recente no tamanho, formato ou tonalidade. Qualquer alteração deve motivar avaliação com dermatologista.

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Além das recomendações gerais, a biomédica destaca cuidados específicos para grupos sensíveis, como bebês menores de seis meses, que não devem ser expostos diretamente ao sol, e crianças maiores, que precisam de filtros físicos (roupas com FPS 50+) e reaplicação rigorosa.

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Pessoas com tendência a manchas devem priorizar protetores com cor, enquanto quem tem histórico de câncer de pele deve manter acompanhamento dermatológico anual e adotar proteção máxima, incluindo barreiras físicas.

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Ela lembra, ainda, que a reaplicação do protetor também varia conforme o ambiente: a cada três a quatro horas em locais fechados e, sob sol direto, a cada duas horas ou após entrar na água, suar ou usar a toalha.

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