Explosão em condomínio de Porto Alegre completa 13 dias com moradores sem saber quando voltarão para casa

Famílias que viviam nos apartamentos que seguem interditados permanecem improvisadas no salão de festas do residencial.

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A explosão que causou uma morte e deixou oito pessoas feridas no Condomínio Alto São Francisco, no bairro Rubem Berta, completou 13 dias nesta quarta-feira, porém, persistem as incertezas sobre o destino das mais de 60 pessoas que permanecem desabrigadas.

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Questões envolvendo as quatro torres que seguem interditadas e a normalização do fornecimento de gás de cozinha (GLP) para o conjunto habitacional também seguem pendentes.

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“Estamos na mesma situação ainda, o pessoal sem gás, dependendo de marmitas, as pessoas desalojadas, dormindo no salão de festa, outros. Tem uma cozinha que já não está mais conseguindo doar para nós”, conta o morador Leandro Caetano, demonstrando preocupação com os dias que ainda virão.

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A oferta de pousadas conveniadas pela Prefeitura de Porto Alegre permanece válida, contudo a Secretaria de Habitação do município relata a negativa dos desabrigados em deixarem o condomínio. Quem já voltou para casa ainda aguarda que abastecimento de gás de cozinha seja autorizado nas 18 torres já liberadas após vistoria técnica. Contudo, a previsão mais otimista projeta ao menos mais 14 dias sem o fornecimento, conforme relata a moradora Laura Antoni Martins.

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Após as reuniões organizadas por Ministério Público e Defensoria Estadual entre condôminos e empresas ligadas ao residencial, ao menos um ponto evoluiu.

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Os proprietários dos apartamentos das torres 10, que explodiu, e da 9, que sofreu graves danos estruturais, tiveram suspensão do pagamento de valores devidos à Caixa Federal e à construtora Tenda por seis meses.

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Também impedidos de voltarem para casa por conta do risco de desabamento da torre 10, os donos das unidades das torres 11 e 12 obtiveram o mesmo direito, porém por três meses.

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A Guarida, empresa auxiliar na administração do condomínio, isentou o pagamento da taxa de condomínio dos blocos 9, 10, 11 e 12 por seis meses. Também suspendeu a cobrança da taxa de administração condominial do complexo residencial – também pelo prazo de seis meses.

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Um dos representantes dos condôminos, Ânderson Santos da Rosa revelou que parte dos vizinhos optou pela contratação de um advogado. Outros buscam assistência jurídica gratuita na Defensoria Pública Estadual.

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O grupo de moradores que permanece fora de casa está na expectativa da vistoria que será realizada pela Caixa, o que definirá se os prédios avariados terão condições de reforma e permitirá outras definições sobre a liberação do seguro das residências danificadas.

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Do mesmo modo, o laudo que deve apontar as causas da explosão da madrugada de 4 de janeiro deve demorar pelo menos mais duas semanas para ser finalizado.

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Este é o prazo que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul tem para concluir o trabalho de apuração.

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Correio do Povo

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