Escolas e universidades gaúchas são liberadas para dar aula deste ano só em 2025

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou um parecer que flexibiliza o calendário escolar no Rio Grande do Sul, Estado que vive a maior tragédia climática da sua história, com mais de 400 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas. A medida significa que as escolas e universidades gaúchas não precisam cumprir os dias letivos obrigatórios e podem estender para 2025 as aulas que não forem dadas este ano.

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A medida vale para a educação pública e particular no Estado. O parecer também libera as redes de ensino, como foi feito durante a pandemia, para usarem o ensino remoto.

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Diz o texto que será permitido “em um cenário gradual de volta à normalidade institucional, a possibilidade de continuidade do período letivo a partir da utilização de novas tecnologias digitais de informação e comunicação” e que “atividades pedagógicas não presenciais, visando a reorganização dos calendários escolares, neste momento, devem ser consideradas como alternativas”.

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Cerca de 300 mil alunos das escolas estaduais do Rio Grande do Sul não têm previsão para voltar às aulas. Mais de 500 escolas foram danificadas e outras dezenas estão funcionando como abrigos. Algumas delas precisam ser reconstruídas.

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Segundo a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, muitos professores e alunos estão desalojados ou sem água e também não há internet funcionando em todos lugares para oferecer ensino remoto.

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Ela diz ainda que a situação é diferente da pandemia, quando os alunos e professores estavam em casa. “A crise climática é diferente. Eu não sei onde eles estão, muitos estão sumidos, ou sem equipamentos para poder dar aulas. Ensino remoto nesse momento não é possível”, afirma.

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Ela diz que daqui a algumas semanas, se a situação melhorar, isso pode começar a ser pensado. E a não obrigatoriedade de cumprir os 200 dias letivos, oferecida agora pela resolução do CNE, ajuda nesse sentido.

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A rede estadual gaúcha tem cerca de 700 mil alunos e 400 mil estão no grupo que vão retornar gradativamente às escolas; alguns já começaram nesta semana. “Com todas as dificuldades, vamos abrir, cada uma a seu tempo, todas elas”, diz a secretária.

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O balanço mais recente da secretaria indica que 1.024 escolas foram atingidas de alguma maneira, 526 danificadas. Isso significa que podem ter sido destruídas ou ter danos estruturais, de equipamentos e de mobiliários.

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O parecer do CNE, que é um órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), afirma ainda que “flexibilizar regras e procedimentos educacionais” é necessário para “mitigar os efeitos maléficos sobre os estudantes e toda a comunidade escolar do estado do Rio Grande do Sul”.

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O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), Antônio Eugênio Cunhas, elogiou a medida e disse que a instituição está “à disposição para colaborar na implementação das medidas emergenciais a fim de garantir a continuidade do ano letivo no Rio Grande do Sul”.

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O Estado vem sendo atingido por fortes temporais desde o último dia 29.

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Segundo a Defesa Civil estadual, 441 dos 497 municípios gaúchos foram impactados, e mais de 400 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.

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Ao menos 126 pessoas morreram em consequência das chuvas e outras 141 estão desaparecidas. (Renata Cafardo/O Estado de S. Paulo)

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osul.com.br

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